KIARA
Aninhada sob o calor delicioso da coberta, mergulhada no aroma do meu companheiro, eu me sentia nas nuvens.
Pelo menos foi assim que acordei depois da maratona de exercícios que fizemos durante horas.
Um gemido entre prazer e incômodo escapou dos meus lábios enquanto eu me espreguiçava na cama.
A dor nos músculos me lembrava, uma por uma, de todas as loucuras que pratiquei com o meu macho.
Oficialmente, eu já tinha saído da lista das virgenzinhas.
Um sorriso bobo apareceu nos meus lábios um pouco inchados. Virei devagar, estranhando que ele não estivesse me abraçando como um urso.
Talvez, para dormir, fosse desconfortável ficar grudados como chiclete, embora eu desejasse seus carinhos a cada segundo, mas eu não queria parecer uma namorada grudenta.
No entanto, a cama ao meu lado estava vazia. Estiquei a mão, franzindo a testa… o lençol estava frio.
Levantei a cabeça e olhei para as sombras no quarto, eu não sabia que horas eram lá fora e suponho que este era o quarto do príncipe no acampamento.
“Ele levantou faz um tempo, limpou seu corpo e eu senti ele entrar no banheiro, mas depois beijou sua testa e saiu do quarto…” Minna me contou de repente, o tom dela estava preocupado.
“Não consigo sentir a presença dele além das portas, algum feitiço protege este quarto.”
Diante das palavras dela, finalmente saí da cama.
Eu estava completamente nua, mas encontrei a camisa de Alistair que eu estava usando no começo e que tinha sido colocada sobre uma poltrona.
Com as pernas trêmulas, caminhei até a poltrona e a vesti.
Passo a passo, fui me aproximando das portas enquanto fechava cada um dos botões, e os passos descalços se perdiam no tapete.
No instante em que toquei a maçaneta, senti o rastro da magia dele percorrer meus dedos, formigando com aquele calor delicioso.
Sorri de novo, iludida pela vontade de vê-lo e voltar a me aninhar na cama dele. No entanto, aqui fora as obrigações do acampamento ainda continuavam.
“Deusa… nem perguntei pelas meninas ou pelo que aconteceu depois… você acha que estamos em apuros?”, falei com a minha loba, pensando que a encontraria conversadora.
Mas Minna estava alerta, rosnando com cautela, e quando atravessei as portas e saí para um escritório, soube o motivo.
Uma mulher estava de pé, no meio do cômodo, e embora pouca luz entrasse pelas cortinas pesadas, eu soube muito bem quem era no instante em que vi a silhueta das costas dela.

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