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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 218

ALISTAIR

Era alto e tinha cabelo escuro. Usava uma expressão relaxada e de metidinho que estava me irritando pra caralho.

Minha aura se tornou sanguinária. Quem diabos era aquele e como se atrevia a me desafiar quase abertamente?

—Sua Majestade…

—Pago o triplo! —levantei-me, ignorando o chamado de Adrian. Que se foda o disfarce, eu mesmo daria o lance, para ver se aquele palhaço se atreveria a continuar com isso.

Ele virou a cabeça na minha direção, com a multidão abrindo espaço ao seu redor. Vi diretamente uns olhos cinzentos frios e cheios de segurança.

Aquele sorrisinho de idiota na cara dele me fazia querer desfigurá-lo.

—Eu também pago, e tudo o que for necessário para levar essa bela fêmea comigo… dinheiro é o que não me falta…

A praça ficou congelada e todos prenderam a respiração, ou talvez fosse porque minha aura se tornou sufocante.

Eu sentia as chamas percorrerem meus dedos.

—Pois espero que também não te faltem várias vidas… —ameacei-o diretamente—. Já que dinheiro não vai ser problema, então eu te desafio por ela. Mas, se você perder… também ficarei com sua cabeça como troféu.

O desafio escapou por entre meus dentes cerrados enquanto o sorriso no meu rosto se distorcia em intenções assassinas.

Vi-o abrir a boca e esperava sua rendição, ou de verdade arrancaria a garganta desse idiota, na verdade, ele já tinha assinado sua sentença de morte.

—Acho que vale a pena o risco por uma mulher assim… —por um segundo, achei perceber algo conhecido naquele homem surgido do nada… algo estranho, mas fosse quem fosse, tinha chegado até aqui.

—Estou de acordo. —Dito isso, coloquei a máscara sobre meu assento e fui descer as escadas enquanto tirava a jaqueta chamuscada. Haveria um duelo.

No entanto, antes mesmo de pisar no primeiro degrau, uma voz esfriou todo o fogo dentro de mim.

—Eu vou escolher —virei a cabeça para Kiara, que estava me olhando do palco com uma sobrancelha erguida—. A noiva tem a última palavra e não é necessário brigar… eu vou escolher.

Seus olhos se fixaram nos meus e eu soube de imediato.

NÃO.

Ela não me escolheria, jamais faria isso se tivesse opção, eu mesmo tinha renunciado a essa oportunidade.

—Nós dois estamos dispostos a pagar, acho que o justo é escolher o vencedor em uma luta…

—E quem disse a Sua Majestade que este mundo era justo? —ela me interrompeu sem misericórdia—. Não me interessa sua briga de macho sem cérebro, eu posso escolher o que achar melhor para mim.

O suspiro generalizado se espalhou pela praça.

Eu tinha consciência de que estávamos fazendo um ato digno de fofoca por meses na capital, mas eu estava pouco me fodendo.

—Kiara… —chamei-a em voz mais baixa. Eu precisava da oportunidade de falar com ela, nem que fosse por alguns minutos.

—Escolho o cavalheiro —ela o apontou sem sequer me dar outro olhar, enquanto meu peito se sentia tão amargo e cheio de uma impotência que eu só podia engolir.

Foi uma rejeição completa e sei muito bem que eu merecia, mas, ainda assim, não conseguia me resignar.

Eu só queria explicar a ela o que houve com Venecia, continuava me enganando com isso, como se só precisasse estar perto dela por um instante.

Vi-a caminhar sem hesitar em direção às escadas, enquanto o leiloeiro tinha ficado mudo e me lançava olhares horrorizados.

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