ALISTAIR
O rosto de Kiara ficou escarlate enquanto sua boca não parava de arfar.
Suas mãos se tensionaram atrás do meu pescoço.
—Você… escutou ela? —balbuciou nervosa.
—Você já não pode esconder nada de mim, minha garota má… Seu selo mágico está na minha alma, baby, posso falar com Minna…
Ela apertou os lábios em um gesto tão lindo que me fez sorrir.
—Chegou a minha vez de ser o mau. Transforme-se em Minna…
Eu a coloquei no chão, sentindo meu pau deslizar em uma deliciosa bagunça de sêmen e prazer.
As pernas macias de Kiara pararam sobre o chão de pedra… hesitando, pensando, ou talvez… querendo testar meu autocontrole.
—Transforme-se logo, minha rainha. Não vou repetir… —minha voz se tornou autoritária, enquanto eu caminhava em sua direção e a fazia recuar.
Engolindo em seco e com o olhar cheio de expectativa, Kiara finalmente caiu no chão e começou a transformação em sua loba.
No passado, eu achava até grotesca a maneira como essa raça se transformava, agora acho fascinante.
Meu corpo também se envolveu em uma névoa dourada, criando com magia o lobo alfa que eu esculpi para ela.
“Minna, se me deixar te pegar rápido, não haverá orgasmo e muito menos marca na sua nuca… Então me dê tudo o que você tem, minha Ômega. Corra, bebê!”.
Mostrei as presas e rugi para a frente, mas só o rastro de uma cauda fofa foi o que vi saltando da sacada alta.
Um sorriso predador apareceu no focinho cheio de caninos perigosos enquanto minhas patas avançavam com força.
Saltei pela borda sem pensar duas vezes. Apesar da altura, nós dois éramos muito mais do que lobos selvagens.
Pisei no vazio até as almofadas das patas se fundirem com a grama do jardim e persegui a bunda deliciosa da minha companheira.
Ela correu para a escuridão, entrando na floresta que levava ao labirinto onde minhas vivências eram guardadas.
Eu estava disposto a criar novas e preciosas lembranças ali, momentos felizes com ela e com nossos filhos.
Enterraria o passado, do mesmo jeito que enterraria meu pau nessa Ômega luxuriosa que avançava veloz e zombava de mim em minha mente.
“Você é lento demais para mim, lobinho falso!”. Sua risada lupina estremecia meus sentidos e me enchia de carícias excitantes.
O ar passava soprando em grande velocidade, movendo a pelagem, deixando-me sentir seu mundo e todas essas sensações de sua raça.
“Mas a foda que vou te dar é muito verdadeira… vamos ver quem ri por último!”.

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