DARIUS
Um deles tentou bancar o engraçado, e o pior foi que passou um braço por cima dos ombros do meu companheiro.
—Por acaso ele também não é seu amiguinho, Willy?
—William, venha comigo um momento. Preciso falar com você —eu disse, olhando diretamente nos olhos azuis de William, ignorando suas pequenas provocações e a vontade de arrebentar a cara daquele idiota.
—Agora não posso. Também estou ocupado e tenho coisas para fazer.
Maldição, ele estava com raiva porque eu o tinha deixado sozinho no motel.
Como eu deveria explicar que minhas únicas opções tinham sido abandoná-lo ali ou permitir que meu lycan tomasse o controle e o reivindicasse antes que ele estivesse preparado?
—Não vamos falar aqui. Venha comigo um momento... —Dei um passo à frente para segurá-lo pelo braço, mas um deles se colocou entre nós.
—Você está surdo, Darius? Ele disse que não pode. Quem caralhos você pensa que é para falar com ele assim?
—Saia da minha frente agora ou vou derrubar seus dentes —rosnei, com a violência já prestes a explodir.
Dei outro passo à frente enquanto sentia meus caninos descerem e meus olhos começarem a mudar, com meu lobo preparado para sair e esmagar aquele Beta estúpido que queria bancar o machão.
Ele recuou, mas os outros também ficaram em alerta e adotaram uma postura hostil.
Eram Alfas, alguns mais do que outros, e o único lycan entre eles era William, embora seu lobo ainda não tivesse despertado.
—Vá embora, Darius. Pare de procurar problemas. A gente se vê depois...
—Maldição, William! —Minha voz saiu firme e impulsiva enquanto minhas garras apareciam para afastar com um empurrão o cara que se interpunha entre nós.
William devolveu meu olhar com o mesmo desafio.
Vi que eles se preparavam para me atacar, mas todos ficaram imóveis quando uma presença apareceu atrás de mim e segurou meu ombro com tanta força que quase o arrancou do lugar.
—Parem de fazer espetáculo na maldita sala. Se estão com vontade de brigar, descontem isso na arena —a voz de Kaden retumbou, cortando a tensão.
Meus olhos permaneceram fixos em William, que agora evitava me olhar.
—Como se fôssemos cães sarnentos... —bufou com sarcasmo antes de me dar as costas e se afastar.
Meu pé se moveu na direção dele antes mesmo que eu pudesse pensar, mas o aperto de Kaden sobre meu ombro me manteve cravado no lugar.
“É isso que você chama de conquista sutil?”, ele bufou dentro da minha mente enquanto eu fuzilava aqueles caras com o olhar.
“Se continuar assim, até o fim do dia todo mundo vai saber que você morre de vontade de meter o pau no meu primo”.
“É claro que eu morro de vontade de meter o pau no seu primo!”, gritei mentalmente enquanto Kaden apertava a ponte do nariz.
“Maldição, nem adianta você ser o mais velho...”.
“Só por alguns meses”, esclareci.

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