DARIUS
De repente, ele virou a cabeça e nos olhamos tão de perto que temi que estivéssemos deixando transparecer mais do que deveríamos.
Mas eu não me importava, porque no dia seguinte diria a todos que aquele homem era meu.
—Darius...
—Não vou obrigar você a fazer nada que não queira... jamais. —Inclinei-me um pouco mais e falei em seu ouvido, só para ele, enquanto a música retumbava ao nosso redor, caótica e pesada, devorando tudo.
—Você sempre tem o controle, Will. Se tudo o que você quer é conversar, então é isso que faremos.
Prometi com palavras, embora minhas ações me contradissessem por completo.
William aceitou, e eu adorava que, apesar de ser tão desinibido com as coisas normais, quando se tratava desse tipo de intimidade ele se tornasse tão fodidamente lindo... até tímido às vezes.
A garota, é claro, ganhou com sobra o dinheiro que eu estava pagando.
Através dos corredores e do grande salão sem teto daquele castelo sombrio, ela nos conduziu entre as sombras e junto a gemidos ocultos em cada canto.
Quanto mais nos adentrávamos naquele festival, mais pecados nos chamavam, tentando-nos a nos entregar ao prazer.
Na escuridão das escadas que levavam aos níveis superiores, minha mão desceu e deixou de se apoiar nos ombros de William para ir direto à sua bunda.
Senti a tensão de seus músculos, mas conseguiria fazê-lo relaxar.
Eu também não era exatamente um especialista em sexo, mas estava louco por ele, e isso me tornava mais atrevido, mais calculista.
—Vocês gostam deste lugar? O encarregado me disse que estava livre. Acho que está ótimo —disse a garota, virando-se para nos mostrar um antigo quarto restaurado no alto da torre.
As pequenas janelas davam para as alturas do castelo e para a noite que se estendia além, enquanto a música entrava do lado de fora.
O teto estava meio desabado e coberto de hera, mas tinham se esforçado para revestir as paredes com veludo vermelho, que parecia nos envolver.
Os móveis eram novos: uma cama enorme e vários pufes macios espalhados sobre o tapete diante da lareira.
Em um canto havia um monte de garrafas, como se fossem cortesia da casa.
—Depois vocês vão ter que pagar por tudo isso, garotos —ela avisou, olhando diretamente para mim.
Assenti enquanto tirava a jaqueta e a jogava sobre um canto da cama que eu morria de vontade de usar.
O ritmo constante, com aquelas notas femininas sombrias, entrava do lado de fora.
—Vejo que você se sente muito confortável com ela. Vocês dois se conhecem? —William perguntou de repente ao meu lado enquanto também tirava a jaqueta.
—Por quê? Não me diga que está com ciúmes. Você era quem estava flertando com ela —provoquei, aproximando-me com uma atitude brincalhona, feliz por tê-lo ali comigo.
—Algo me diz que não foi exatamente uma coincidência —bufou, fazendo um biquinho.
—De repente, parece que você virou Darius e eu virei William. Está sério demais... chato...

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