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Como Conquistar um Príncipe Lycan romance Capítulo 57

WILLIAM

O rosto dele virou para o lado e eu vi o brilho daquela presa afiada.

Merd4… ele podia ter arrancado meu pau.

Eu me afastei de Loki, vendo ele limpar devagar o rastro de sangue do canto da boca.

Comecei a me levantar, enrolado na minha própria calça e sentindo aquela sensação escorregadia e desagradável na minha bunda.

Era um mecanismo dos hormônios de Ômega pra facilitar a penetração, até mesmo nos machos.

No passado primitivo, quando faltavam fêmeas nos clãs selvagens, um Ômega macho podia assumir o papel de ser a puta de algum Alfa.

Eu não sei o que a Deusa torta estava pensando ao colocar esse tipo de hormônio num macho lycan.

—Não ouse me tocar se eu disser não - eu encarei ele.

– E você já se curou, sai do meu quarto! —eu rosnei, apontando pra porta, soando mais fraco do que eu queria.

Puxei a calça pra cima num tranco, com as mãos tremendo de raiva, de excitação, de impotência.

Eu vi ele se levantar, me olhando de um jeito perigoso, tocando a mandíbula dolorida por causa do soco que eu dei.

—Você quer briga? —eu avisei, soltando minha aura de lycan.

Maldita seja! Eu também sou um predador.

—É isso mesmo que você quer fazer comigo, Will?

—Não me chama mais assim, e eu vou deixar passar o que aconteceu hoje só porque você estava fora de controle…

—Eu não estava fora de controle. Eu sei muito bem o que eu faço —ele nem se desculpou.

—Eu quase morri pra caralho e a única coisa em que eu pensava era que eu não tinha fodido meu companheiro destinado nem uma única vez… —ele deu vários passos na minha direção.

Nossas auras colidiram e, mesmo eu lutando pra ser agressivo, nossos feromônios iam se misturar perfeitamente, e não era exatamente ódio.

—Seu companheiro é Lily, a Ômega da Matilha Anel de Ferro…

—William! —ele rosnou meu nome com raiva, avançando, tentando me encurralar de novo—. Não faz isso… nem Frost nem eu aguentamos mais. Darius também é um idiota.

—Darius tá cuidando da matilha dele e da mãe dele, coisa que não parece importar pra você… —quando eu lembrei os motivos da parte humana dele, ele parou, com a testa franzida.

Eu podia sentir as contradições lutando dentro dele.

—Sai do meu quarto se você não pretende aceitar de uma vez o meu rejeito —eu disse, sentindo minha própria alma se despedaçar.

Quantas vezes eu tinha rejeitado ele e ele nunca aceitava.

—E nem pense em voltar aqui pra morrer de novo —eu acrescentei, cruel, caminhando pro banheiro.

Eu nem conseguia olhar nos olhos dele. Eu precisava me afastar.

Eu lutava pra chegar até a porta, onde a luz fria brilhava, refletindo nos azulejos brancos.

Meus olhos estavam embaçados, meu corpo um amontoado de desejos insatisfeitos, minhas pernas quase não respondiam.

Eu sentia os olhos dele queimando nas minhas costas, como sempre, o desejo doce terminava no gole mais amargo.

Quase conseguindo escapar, eu senti a presença dele perto e os braços dele me envolvendo por trás, com tanta força que minhas costelas estalaram.

—Eu sou egoísta… eu sou… você não imagina quantas vezes eu criei coragem pra aceitar o seu rejeito, mas eu não consigo… eu não consigo, Will… —um nó apertou na minha garganta ao ouvir a voz misturada dos dois.

A boca de Darius se mexia, acariciando minha nuca, enquanto eu olhava pro chão, tão cansado de tudo.

—Talvez o melhor tenha sido morrer hoje… isso te libertaria da minha maldição, de estar ligado a um covarde, um homem que nasceu preso com correntes… é você ou eles… de qualquer jeito, no fim eu vou sacrificar algo valioso demais…

Gotas úmidas escorreram pela minha nuca.

O coração dele batia irregular contra minhas costas e o abraço dele ficou devastador.

—Eu não vou vir morrer do seu lado, pode ficar tranquilo. Eu vou controlar Loki, não vamos te incomodar mais, e da próxima vez que você disser as palavras pra romper o laço…

Ele fez uma pausa que pareceu durar uma eternidade.

—Eu vou dizer que sim.

Maldição… eu senti como se estivesse afundando num buraco negro de desespero.

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