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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 109

Ekaterina

Preparei um café forte, ele levantou e foi direto pro banheiro. Já são quase cinco da tarde e Ivan recém acordou. Provavelmente daqui a pouco ele já vai voltar para a boate. Vou me ocupar em estudar e adiantar algumas tarefas.

_ Desculpa por hoje cedo, acabei bebendo muito e perdi o horário de buscar você!

Disse ele ao sentar na mesa junto comigo.

_ Tudo bem, cheguei em segurança.

_ Veio com quem? Meus soldados me informaram que era um carro não registrado na máfia.

_ Foi um civil que me trouxe.

Antes que a conversa se estendesse para algo desconfortável peguei meu celular e caminhei pro banheiro. Tomei mais um banho, sempre que estou debaixo da água me sinto segura e confortável pra deixar meus pensamentos vagarem por aí. Fechei meus olhos e me concentrei em relaxar enquanto a água escorria pelo meu corpo nu. Lembrei de tantas coisas que já passei. Quem me vê de longe, pensa que sou uma princesinha da máfia que nunca sequer lavou uma louça, mas minha realidade foi bem diferente.

Memorias on

_ Se quiser comer, tem que trabalhar. Não vai ganhar luxo de graça !

Meu pai já é um homem velho e cada dia que passa sinto que ele está se tornando mais difícil em lidar, mas tudo bem, dizem que é coisa da idade e logo ele vai vir aqui perguntar o que estou fazendo na lavanderia.

Permaneci lavando as roupas de cama, não é um serviço que eu odeio, mas não posso dizer que amo. O bom é que pelo menos ocupo minha mente. Acabei cursando a escola em casa, assim como todas as meninas da máfia e meus únicos momentos de felicidade eram quando eu ia até meu futuro Capo, Dmitri. Ele sempre foi cortês e gentil, mas nas últimas visitas que fizemos a ele nem parecia o mesmo. A parte ruim das visitas sempre foi ter que ficar sob os olhos do nosso atual capo, Yaroslav, ele me dá nojo e medo, muito medo!

_ Senhorita, pode deixar que eu termino isso.

_ Não precisa Bete, eu já não sou boa na cozinha, alguma coisa tenho que aprender.

Ela deu um sorriso gentil. Não sou boa em afazeres domésticos, mas acho que consigo sobreviver se algum dia eu precisar.

_ Ivan.. não..

Neste momento, tudo parecia parar ao meu redor. A sensação do toque das mãos dele, tão fortes e seguras, enviava arrepios pelo meu corpo. A parede fria contra as minhas costas apenas intensificava a mistura de medo e *excitação que percorria cada fibra do meu ser. Tentei a todo custo empurrar aquele dia para o fundo da minha memória conforme a boca dele percorria meu corpo. Ele apertou com força meus *seios e ajoelhou no piso frio do banheiro. Eu sabia exatamente o que ele iria fazer então coloquei uma perna apoiada em seu ombro. Ele abocanhou com força minha vagina enquanto mantinha as mãos nos meus seios firmemente. Minhas costas permaneciam coladas ao azulejo frio, contrastando ainda mais com a água quente do chuveiro. Enquanto a língua dele trabalhava em me fornecer prazer, puxei seus cabelos que já estavam longos o suficientes para isso, gemi alto e me deixei levar pelo orgasmo que me atingiu fortemente, deixando-me com as pernas bambas e sorriso bobo nos lábios. Ivan levantou, olhou nos meus olhos e me beijou novamente.

_ Perdão.. eu fui um escroto com você.

Não há como perdoar agora, ainda é cedo. E por mais que o perdão seja um dos sentimentos mais nobres que o ser humano pode sentir, decidi apenas sorrir. Não vou mentir, não vou proferir palavras como essa apenas para acalentar Ivan, ele não merece.

Saí do banheiro e deixei ele tomando banho sozinho. Coloquei uma roupa de ginástica e quando ele saiu do banheiro me olhou profundamente.

_ Vou correr um pouco, volto mais tarde.

Saí antes que ele respondesse algo. Talvez a corrida me ajude a pensar melhor sobre meus próximos passos.

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