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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 111

Ekaterina

_ Amiga, tá tudo bem?

Perguntou Alba enquanto me olhava de forma gentil.

_ Sim..

Não sou uma mestra na mentira, na verdade, acho que sou péssima. Alba franziu a testa e cruzou os braços.

_ O que ele fez ?

Suspirei meio desanimada, os últimos dias têm sido cansativos. Quero que nosso relacionamento melhore, mas não sei como fazer isso, principalmente com a ideia de traição. Ainda não sei se aconteceu ou não.

_ Ah, as coisas não estão sendo exatamente do jeito que eu imaginava.

_ Ele machucou você ?

_ Não.. isso não.

Contei a ela o que tinha acontecido na nossa primeira noite, da forma que estávamos nos tratando desde então e em como ele está lidando com.

Alba ficou um tempo em silêncio e nossos lanches chegaram. Começamos a comer mas eu senti que ela estava se preparando pra me falar algo.

_ Amiga, você precisa reagir !

_ Oi ?

_ É isso que você ouviu, você precisa reagir! Coloca ele no lugar dele, não deixa aquele *idiota pensar que você é uma mocinha frágil que precisa de resgate. Ele é um *babaca e tem que correr atrás de você !

Alba terminou de comer rápido, levantou e me agarrou pelo braço.

_ Onde vamos?

_ Reagir !

Respondeu ela rápido. Entramos em um dos carros e ela ordenou que nos levassem até o shopping.

_ Compras ?

Perguntei.

_ Sim, e uma repaginada no visual. Ivan tem que comer o pão que o diabo amassou.

Nossa, será que ela é assim com Dmitri? Bom, se com ela funciona, por que não comigo ?

(...)

Saí do elevador e abri a porta rapidamente, estava cheia de sacolas e uma parecia ser mais pesada que a outra. Nenhum soldado pode subir e me sinto até mais confortável sabendo disso. Coloquei as sacolas em cima da cama e decidi tomar um banho, cuidando pra não molhar meu cabelo já que foi recém feito. Alba me fez ficar mais loira que nunca, ela é uma figura!

Depois que me sequei coloquei um vestido curto e confortável, peguei minha bolsa e na porta do apartamento coloquei um salto. De acordo com minha amiga eu preciso reagir, então assim farei!

Peguei a chave de um dos carros de Ivan e dirigi até uma boate, não a dele, mas sim outra de um antigo sócio do meu pai.

_ Boa noite senhorita Ekaterina, está acompanhada?

Perguntou o recepcionista.

_ Boa noite, não, estou sozinha hoje.

Ele me guiou até uma mesa. Degustei alguns drinks com cautela e observei as pessoas dançando e sorrindo, provavelmente pessoas normais que não precisam se preocupar com ataques repentinos ou um marido mafioso e ciumento. Bom, na verdade nem sei se ele sente ciúmes, é meio estranho, mas acho Ivan tão tranquilo quanto a isso. Talvez seja a confiança que ele sente em mim que o deixa calmo. Nossa, agora quero me sentir culpada por estar em um lugar estranho, rodeada de pessoas estranhar e sem segurança alguma. Lembrei dos ataques que sofri antes de me casar com Ivan e meu corpo gelou. Peguei minha bolsa e caminhei até o balcão.

_ Pode encerrar minha conta, por favor.

O garçom assentiu e entreguei algumas notas a ele.

_ Ekaterina ?

A voz conhecida me chamou a atenção. Olhei para a pessoa ao meu lado e fiquei surpresa ao encontrar meu professor.

_ Professor ? Que surpresa..

Ele sorriu e estendeu a mão para mim em um cumprimento.

_ O que faz aqui sozinha ?

Perguntou ele.

_ Vim ver pessoas.

Respondi meio sem graça. Se ele soubesse como minha vida é, certamente teria adivinhado assim que me viu.

_ Posso lhe pagar uma bebida ?

_ Ah, já bebi o suficiente.

_ Só mais uma então?

Apenas assenti. Estava longe de ficar embriagada, então tudo bem. Começamos a conversar sobre diversos assuntos, incluindo assuntos acadêmicos e ele pareceu não se importar.

_ E então, como está indo o casamento ?

_ Bem, muito bem.

Eu sei que ele detectou a mentira, mas achei a pergunta meio inoportuna. Se meu casamento estivesse indo bem eu não estaria sozinha em uma boate bebendo. Sei lá, é meio lógico, não é?

_ Não quer falar sobre isso, né?

_ Não, não quero.

Dei um sorriso meio sem graça e tomei mais uma dose pura de vodka. Senti o líquido descer queimando minha garganta, já era hora de parar, principalmente pelo fato de eu estar sozinha e dirigindo.

_ E você professor, é casado ?

_ Já fui há muito tempo atrás. Infelizmente ela não era feliz ao meu lado, então decidimos optar pela separação.

Ele falou com naturalidade, mas era possível ver uma certa mágoa em seus olhos.

_ Sinto muito. Uma separação não deve ser algo difícil.

_ Sim, principalmente quando se tem filhos envolvidos.

_ Nossa, você é pai?

Me afastei dele e passei a mão no cabelo.

_ Nossa, você ficou linda com essa cor..

Disse ele enquanto me analisava.

_ Na verdade, você tá muito linda !

_ Obrigado, podemos ir ?

_ Claro..

Disse ele enquanto segurava na minha mão. Ele deu dois passos e parou abruptamente.

_ O que foi?

Perguntei confusa.

_ O que ele quer com você?

_ Ele quem?

_ O professor.

Pisquei algumas vezes. Óbvio que ele sabia cada passo que eu estava dando. Ivan tem olhos e ouvidos em todos os lugares.

_ N-nada, estávamos apenas conversando.

_ Conversando ? Ele não parecia querer apenas conversar, Ekaterina.

Ele ronronou as palavras do meu ouvido como uma ameaça velada, mas ao invés de me deixar com medo acabou gerando o efeito contrário. Será que é o álcool?

_ Hmm..

Gemi ao sentir as mãos dele na minha *bunda. Estava prestes a perder a compostura quando lembrei das palavras da minha amiga. Tirei as mãos dele de mim e joguei o cabelo pra trás, como uma forma de resistência.

_ Estávamos conversando, nada além disso. É bom trocar palavras com um homem inteligente às vezes !

Passei por Ivan e entrei no carro. Ele entrou logo em seguida.

_ Eu não sou inteligente ?

Perguntou ele indignado.

_ Dirija logo, estou cansada !

Ordenei ao soldado que estava no volante. Fizemos o caminho em silêncio e deu pra ver o bico do meu marido, ele realmente ficou ofendido com as minhas palavras mas não dei importância.

Chegando em casa me despi na sala mesmo, ficando somente de *lingerie e salto alto. Caminhei até o quarto e Ivan veio atrás como um cão babão.

_ Você…

_ Boa noite !

Antes que ele falasse ou fizesse qualquer coisa que enfraquecesse minha postura tirei os sapatos, me joguei na cama e me cobri inteira. Ele deitou ao meu lado resmungando alguma coisa, mas o sono me pegou antes que eu pudesse tentar entendê-lo. É, Alba estava certa.

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