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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 140

Ekaterina

Depois de tudo o que aconteceu comigo e com Ivan passei a ter medo até da minha própria sombra. Me sinto extremamente frágil e exposta, com medo de barulhos e principalmente com medo de ficar sozinha. Por sorte Ivan não está saindo de casa porque quando ele voltar aos negócios acho que vou surtar. Não me sinto psicologicamente preparada para voltar pra faculdade, os professores estão me mandando mensagem e sei que vou acabar reprovando na matéria atual devido às faltas, mas não dá.. não me sinto corajosa.

Eu sei que aquele soldado morreu, eu sei que os traidores estão cativos mas mesmo assim meu coração quase para só de imaginar o rosto e a voz deles.

Eu achava que seria mais forte, que pudesse resistir a qualquer tipo de abuso emocional, mas não, no fim sou apenas mais uma vítima..

_ Loirinha, tá afim de sair pra jantar hoje?

_ N-não, você precisa repousar.

_ Eu sei, mas já me sinto melhor. Preciso conversar com Dmitri sobre algumas coisas.

Disse ele enquanto servia uma xícara de café. Meu coração já está em pedaços por ter que esconder dele o medo surreal que estou sentindo de tudo e de todos, agora, terei que me tornar uma mentirosa.

_ Não acordei muito disposta hoje, podemos marcar para outro dia?

Ainda sinto dor na bacia, mas é leve. As marcas dos dedos daquele homem recém sumiram do meu pescoço mas sinto como se ele ainda estivesse me sufocando. Odeio me sentir assim, eu sempre fui uma mulher forte e hoje tenho medo até de me olhar no espelho.

_ Está com dor?

_ Não eu só..

_ Loirinha, fale a verdade pra mim.

Já faz dias que ele diz a mesma coisa, me pede para falar a verdade quando não consigo ser verdadeira nem comigo mesma.

_ Ivan, é só indisposição..

Ele passou a mão na cabeça e largou a xícara de café na bancada.

_ Tudo bem, não tenho o direito de pressionar você, só quero que saiba que a amo independente de qualquer coisa, você é minha família, é tudo pra mim.

Ele acariciou meu rosto e tive que morder a bochecha para não desabar. Procurei as medicações e separei as minhas e as dele. Ivan tomou todas e quando fui tomar a minha o interfone tocou. Esse com certeza é o meu terror quando esse aparelho toca eu imagino tantas coisas ruins, tantas visitas indesejadas que meu coração quase para. Ivan caminhou lentamente até ele e autorizou a subida de alguém. Me posicionei atrás da mesa com a mão no peito. Ele nem percebeu meu pânico pois estava concentrado no celular, mas quando virou na minha direção sua expressão ficou séria.

_ Loirinha, você tá bem ?

Perguntou ele com a testa franzida. Prendi a respiração quando bateram na porta, Ivan atendeu rápido o soldado que lhe entregou uma caixa bege e uma sacola grande de grife. Ele largou no sofá e veio em minha direção.

_ Ekaterina..

_ Ivan..

Abracei ele forte, pedindo a Deus que ele jamais voltasse a se afastar de mim, que jamais lhe ocorresse novamente nada que pudesse colocá-lo entre a vida e a morte. Ele é a única pessoa que eu tenho, o único em quem confio. Sei da minha amizade com Alba, mas na minha vida Ivan se tornou tudo, absoluto em tudo.

_ Você anda tão distante..

_ Eu sei, mas estou com tanto medo ..

_ Medo de que ?

_ De tudo Ivan, de tudo..

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