Diego
Minha mãe me ensinou desde cedo que jamais se ergue a mão pra uma mulher, e se você o fizer, perde a mão, mas antes perde todos os dedos lentamente.
Mesmo levando aquele tapa *fudido no rosto eu me controlei, mas mesmo assim me vinguei. Talvez o meu maior defeito seja ser vingativo, não sei porque, mas eu nasci assim. Minha mãe Olivia me contou toda a verdade sobre a minha vida quando eu tinha seis anos, ela jamais escondeu que eu não tenho o mesmo sangue que ela. Ela foi sincera, disse que minha mãe foi morta porque foi uma traidora e tentou prejudicar minha tia Brianna. Poucos sabem que tio Benno também é irmão da minha mãe e que a real herdeira da máfia Colombiana é minha tia, mas isso é um segredo a sete chaves e somente os mais importantes sabem.
Os homens da minha mãe são fiéis a ela e duvido que uma coisa tão simples como *sangue fosse fazer diferença em sua liderança, mas mesmo assim prometemos deixar em sigilo absoluto.
_ Não precisava ter machucado a menina.
Resmungou Emanuel. Meu irmão é risonho como a minha mãe, mas tão sorrateiro e perigoso quanto. Já eu sou a cópia do meu pai, sou mais quieto e mais sério. Markus me criou, me alimentou e me ensinou tudo o que sabe, então sim, ele é meu pai e minha mãe é e sempre será Olivia.
_ Ela mereceu, não deveria ter fugido.
_ Você sabe que a ideia partiu da branquinha, não sabe ? Deixa de ser *besta !
_ Você deveria controla-la.
_ Ainda não sou marido dela, não posso fazer nada a respeito.
Disse ele com simplicidade.
_ Vou acorrentar Leana ao pé da cama quando casar, aquela lá é maluca e raivosa.
Disse ele rindo.
_ É, você se *fudeu!
Comentei debochando.
_ Pelo menos ela não é chorona. A sua parece uma manteiga derretida.
Eu detesto mulheres choronas. Não sou extremamente experiente porque minha mãe sempre ficou no meu pé, ela odeia *bordéis mas meu pai sempre deu um jeitinho de nos ajudar a fugir dela. ele é um ótimo pai e um perfeito cúmplice. Meu tio Benno também já aprontou várias pra nos livrar, inclusive mudando a localização dos nossos celulares para a mamãe não ver onde estávamos.
_ Ela vai aprender a ser forte.
Falei enquanto me virava pro lado oposto.
_ Vai nada, ela é uma princesa cara, tem que tratá-la como tal.
Disse Emanuel. Ele consegue entender as mulheres de uma forma inusitada, já eu não tenho tanto tato.
_ Princesa que foge de casa, que espia homens tomando banho e que dá bofetadas ? Essa com certeza é uma princesa diferente.
Resmunguei.
_ Você é chato, deveria aproveitar que está aqui e conhecê-la melhor, dá pra ver que ela gosta de você, ta toda apaixonadinha.
_ Não, ela ainda é *virgem e se eu toca-la antes do casamento não haverá santo santo que pare a dona Olivia, ela me castra e eu vou fazer questão de colocar a culpa em você.
_ Ué, não precisa tirar a *virgindade da menina, só faz uns carinhos nela.
Disse ele risonho.
_ Tu é maluco.
Ele riu com a minha constatação.
Eu não consigo sentir atração pela menina, sinceramente não sei porque nossa mãe fez essa merda de acordo, e também não entendo porque ela escolheu com quem ficaríamos. Não que eu deseje a mulher do meu irmão, longe disso, acho que eu não conseguiria aturar aquela louca nem por um dia, imagina por uma vida toda.
(...)
_ Mamãe mandou mensagem, disse que logo estará chegando aqui.
Nossa mãe é cheia de mistério. Às vezes ela some e quando volta não nos conta onde foi. Nosso pai também mantém tudo em segredo, mas às vezes desconfio que nem ele sabe onde dona Olivia se enfia. Sei que ela não está traindo nosso pai, eles se amam de uma maneira insana, mas igualmente é estranho.
_ Ótimo, vamos descer para o café antes que o tio venha nos buscar.
Falei enquanto abria a porta. Andei na frente e Emanuel logo atrás. Descemos a escadas e sentamos na sala de jantar.
_ Bom dia meninos, dormiram bem?
Perguntou tia Alba.
_ Sim, perfeitamente bem tia. Estávamos com saudades.
Disse Emanuel todo cheio de sorrisos.
_ Pois é, faz tempo que vocês não vem aqui pra posar. Muito ocupados?
_ Um pouco tia, estamos assumindo os negócios do papai.

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