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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 19

Alba

Meu pai disse que hoje precisamos sair, dona Olívia quer me ver. Sei que ela foi responsável por revirar o mundo atrás de mim, mas tem muita coisa que não encaixa e meu pai se recusa a me contar. Às vezes tenho alguns flashes e lembro de um homem careca com símbolo na testa. Ele me dá arrepios pelo corpo inteiro.

_ Filha, está pronta ?

Perguntou meu pai.

_ Quase.

Respondi. Eu estava nervosa, minhas mãos estavam suando e eu tinha plena certeza sobre o que era o assunto. Esses dias ouvi meus pais discutindo e minha mãe chorando bastante. Depois disso eles não estão se falando mais e minha mãe anda bem abatida, sem falar que meu aniversário de dezoito anos está próximo. Isso significa para muitos da organização que posso casar, que estou pronta, quando na realidade essa é a última coisa que desejo. Se isso for realmente verdade, não vou culpar nem meu pai e nem dona Olívia, vou aceitar, é tudo que eu posso fazer, mas claro, não serei fraca. Me olhei no espelho que coloquei a pouco tempo no meu banheiro. Estou tão diferente..

Caminhei até meu guarda roupas e vesti uma roupa qualquer, mas quando puxei um casaco uma caixinha de veludo veio junto.

_ Ah.. você está aí. Até tinha esquecido.

Falei enquanto abria e observava o pequeno pingente em forma de lobo. Nunca usei esse colar e jamais vou usar, bom, nunca se pode dizer nunca, né?

Coloquei um sapato e desci as escadas. Minha mãe estava sentada no sofá cabisbaixa.

_ Mamãe, você está bem?

Perguntei. Ela me olhou e assentiu, mas não deu uma palavra. Meu pai estava triste também e mais quieto que o normal.

Entramos no carro em silêncio. Respirei fundo, meu medo de sair na rua havia diminuído consideravelmente nos últimos meses. Todo o treinamento e psicólogos me ajudaram bastante. Pode-se dizer que até consigo ser sociável,mas me recuso a voltar pra escola pois sei que se alguém mexer comigo há uma grande chance de eu enlouquecer e quebrar um ou dois dentes da pessoa. Essa pessoa certamente seria Roberta, aquela vagabunda.

Pisquei e me concentrei, tenho que imaginar coisas boas, coisas felizes, isso anda me ajudando. Entramos na propriedade que mais parece uma cidade. Notei muitos carros e muitos soldados também. Meu corpo inteiro arrepiou, estava pressentindo..

Entramos em um escritório bonito e grande, com um enorme sofá. Havia um homem brincando com uma criança, permaneci cabisbaixa pois nunca conheci nada daqui e por mais que minha mãe tenha insistido em me trazer aqui pra conhecer eu recusei.

_ Olá Alba, lembra de mim?

Capítulo 19 1

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