Lobo
Me concentrei em voltar a realidade. O outro havia tomado conta novamente e por algum motivo consegui retornar. Fiquei um pouco tonto. Olhei ao redor e eu estava no escritório, havia uma faca, minha faca, jogada no chão e um livro enorme e pesado.
_ Que *porra!
Resmunguei enquanto me sentava. Olhei meu celular e vi que estou ausente a mais de vinte e quatro horas. Deve ter sido tempo suficiente pra ele ter ido atrás daquela loira sem sal, já que sinto perfume dela grudado nas minhas roupas.
Fiquei um tempo vendo o que o imbecil fez hoje. Recolhi o livro do chão, quero que a coelhinha deseje passar um bom tempo aqui no escritório lendo e em todas as oportunidades vou possuí-la da maneira que eu bem entender, ela querendo ou não.
Quando entrei no meu quarto olhei ao redor e não achei Alba, mas notei que a porta do banheiro estava trancada.
Quando vi ela com sangue na roupa e com lábio cortado fiquei muito irritado. Não acredito que aquele filho da mãe tentou *matar a garota. Provavelmente ele quer correr pros braços da loira, mas eu vou dar um jeito nela.
Limpei a boca da coelhinha que estava tremendo de frio ou medo.
_ Tente dormir um pouco, vou sair pra resolver um problema !
Falei enquanto me levantava. Vou dar um fim na loira, ela vai virar comida de lobo e o outro que se *foda, ele não sabe a guerra que arranjou !
Fui até o closet e coloquei uma roupa preta, quero ser discreto. Vou aproveitar e já acabar com o velho também, dessa forma ninguém pensa em vingança já que é somente os dois.
Caminhei em direção a porta mas uma coisa me deixou intrigado.
_ Por que ta deitada no sofá?
Perguntei com a testa franzida. Alba me olhou com os olhos cheios d’água.
_ Você pensa que eu sou o que ? Uma *imbecil ? Foi você quem mandou eu dormir no sofá seu cretino !
Ela cuspiu as palavras irritada. Respirei fundo, vou ter que contar pra ela sobre o transtorno.
Peguei ela pelo braço e joguei na cama.
_ Eu não me esqueci o que você fez no avião, meu saco ainda ta doendo. Ele deveria ter dado uma surra em você!
_ Ele quem ?
Passei a mão no rosto sentindo um dolorido.
_ Você me *bateu ?
Perguntei com tom de deboche, mas acho que é real.
_ Sim.. era isso ou você iria me *degolar naquela sala!
Disse ela chorosa.
Ao menos serviu pra alguma coisa, a *porrada me trouxe novamente ao controle.
_ Você.. você me deixa confusa.. o que ta acontecendo ?
_ Melhor você não saber. Pelo menos não por enquanto!
_ Dmitri por favor ! Eu não conheço você mas estou vendo que há algo de muito errado. Você muda, parece que outra pessoa toma conta.. a horas atrás você nem sabia meu nome..
_ Esqueça isso. Só dorme logo.
_ Não fale assim da minha casa!
Caminhei rápido até ela e puxei seus braços, Alba estava com os olhos fixados nos meus e nós dois estávamos com raiva.
_ Aqui é a sua casa agora !
_ Nunca será! Você nunca vai ser meu marido de verdade e eu nunca vou amar você !
A raiva explodiu dentro do meu corpo. Eu não pedi que ela me amasse e também nem desejo, mas mesmo assim as palavras pareceram adagas afiadas saindo dos lábios machucados dela. Acabei dando-lhe uma bofetada, o lábio voltou a sangrar e ela me olhou com lágrimas nos olhos.
_ Se levantar a voz novamente pra mim eu juro que te deixo sem os dentes, afinal você não vai precisar deles pra fazer um bom *boquete !
Deixei Alba em choque na cama e liguei para Ivan.
_ Preciso da sua ajuda!
_ Ah, finalmente voltou. Mas estou irritado com você!
_ Deixa eu adivinhar, você apanhou.
_ Vem aqui na boate que te conto o que houve.
_ Não posso, quero matar a vadia que o outro quer.
_ Não pode fazer isso, não sem antes passar aqui.
Desliguei e dirigi em direção a boate.

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