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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 55

Lobo

Embarcamos no jatinho com a Alba chorando muito. O choro feminino me irrita bastante, mas prometi tentar ser mais compreensivo. Ela sente falta dos pais e do pirralho chorão e isso é algo que eu nunca vou entender, até porque nunca tive essas coisas e nunca me dei ao trabalho de sentir falta do meu pai. A única coisa boa que ganhei dele foi o fato de ter nascido e ter tido luxo, porque nada além disso foi contribuído na minha educação, a não ser as torturas e o sadismo.

Alba não para de chorar, sinto que minha paciência com ela está se esvaindo aos poucos.

_ O que houve Lobinha ? Ninguém *morreu pra você estar chorando dessa forma desesperadora

Ela estava sentada ao meu lado e com o rosto virado pro outro, evitando contato visual comigo, mas eu sabia que ela estava chorando.

_ Desculpa.

Disse ela entre soluços

_ Só pare de chorar, ok? Podemos marcar de vir vê-los novamente. Não tão cedo, mas também não é um adeus.

_ E-eu sei.. eu só.. só estou ficando sensível, só isso.

Disse ela limpando as lágrimas

_ Ainda sente dor ?

Enquanto descíamos a escada na casa dos pais dela fiquei apreensivo com a dor que ela sentiu. Talvez eu tenha tido um pouco de culpa também.

_ Sim, e só de imaginar que vai piorar já me dá vontade de chorar mais ainda.

Ela voltou a chorar e eu revirei meus olhos. *Caralho, quanto tempo será que ela vai ficar assim ?

Decidi ficar em silêncio pelo restante do voo que parecia mais longo do que o normal. Alba permanecia choramingando e em algum momento ela pegou no sono, ainda bem.

Quando o avião pousou coloquei minhas mãos no rosto e olhei pra pequena dormindo no banco ao lado. Espero que não acorde por enquanto.

Peguei o corpo leve dela no colo e caminhei até o carro.

_ Hum, onde estamos ?

_ Indo pra casa, pode continuar dormindo.

Por sorte ela voltou a dormir e quando chegamos em casa ela permanecia do mesmo jeito, acho que cansou de tanto chorar.

Entrei no meu escritório estressado, pronto pra mandar alguém tomar no *cu. Um dos meus soldados entrou de cabeça baixa, ele é um dos responsáveis pela investigação da carga que sumiu.

_ Senhor, tudo indica que foi armação do Capo Americano.

Dei um soco na mesa, de novo esse *canalha me atrapalhando. Já não basta Olivia, agora esse metido;

_ A rota estava próximo do território dele, que *merda!

Resmunguei irritado por saber que talvez não pudéssemos fazer nada.

_ Estamos trabalhando somente com hipóteses, senhor, mas assim que tivermos provas concretas vamos lhe apresentar.

_ Sai, *porra!

Ele se retirou ligeiro. Esse é o lado ruim de exportar para várias partes do mundo. São poucos que são adeptos a esse tipo de comércio e com a influência de Matteo as coisas parecem ter piorado bastante.

Ouvi uma batida na porta, não é a lobinha.

_ Entre.

Ivan entrou em silêncio, sentou na cadeira logo à minha frente e cruzou os braços.

_ O que você aprontou?

Perguntei irritado. Sempre que ele faz essa cara é porque aconteceu alguma *merda.

_ Ekaterina.

Disse ele em um tom baixo.

_ O que tem essa *vadia ?

_ Ela não é *vadia, Lobo.

Ele usou um tom de voz comigo que não gostei, alguma coisa está errada.

_ Fala logo *porra!

Ele passou a mão no cabelo, observei que aparentemente ele não dorme a dias.

_ Ela sumiu.

Arqueei uma sobrancelha surpreso com a revelação dele.

_ Como sumiu? Procurou direito ?

_ Sim *caralho, ela sumiu! Evaporou do mapa!

_ Ah, vai ver *morreu.

Falei com descaso e deu pra ver a irritação estampada no rosto dele.

_ Quero sua permissão pra procurar ela.

_ Pra que ? Essa mulher só deu problema e você perdeu uma orelha graças a ela.

_ *FODA-SE, EU QUERO ELA DEQUALQUER JEITO!

Me joguei pra trás na cadeira dando risada da declaraçãozinha de amor dele.

_ *caralho, ta apaixonadinho ? Justamente pela *vadia loira, que *merda ein!

Falei rindo. Ivan estava vermelho de raiva, se eu não fosse seu capo certamente ele já teria saído no soco comigo, mas não dou bola pra isso, ele é o único em quem confio.

_ Use a nossa inteligência para procurá-la, ela deve tá em algum buraco por perto.

Ele levantou e saiu da sala sem dizer nada. Será que ela deu um chá de *buceta nele

Falei enquanto coçava a cabeça confuso com a ordem, mas acho que ela vai saber. Ela sentou na cama e eu comecei a tirar as coisas da sacola.

_ Analgésicos pra cólica, comprei umas dez cartelas, espero que dê. Comprei quatro marcas diferentes do tal absorvente porque não sei qual você usa, nunca imaginei que pudesse ter tanta variedade de uma coisa tão esquisita. Comprei também chocolate..

Despejei na cama a sacola de chocolates, do mais doce até o mais amargo.

_ .. comprei essa bolsa de água quente e mais um pijama broxante. Não que eu vá deixar de ficar duro perto de você, mas esse é mais quente. Ah e tem refrigerante também, uma empregada vai trazer logo.

Alba olhou as coisas em cima da cama e depois olhou pra mim. Ela sorriu e eu me senti mais tranquilo, mas logo vi algumas lágrimas correrem pelos seus olhos.

_ O que foi ? Errei de novo? *PORRA DE ATENTENDE! Vou torcer aquela *vaca até a *morte!

Gritei irritado. A mulher me jurou que essas baboseiras ajudam, que *vadia do *caralho!

Alba colocou a mão no meu braço e me puxou para um abraço.

_ Obrigado.. você acertou em cheio meu lobinho.

Ela acariciou meu cabelo e depois a minha barba. Ela levantou e foi para o banheiro levando os absorventes e o pijama novo. Peguei a bolsa de água quente e fui até a cozinha encher. A empregada já estava preparando a bandeja com o refrigerante e café quente pra mim.

_ Deixa aí que eu levo.

Ordenei enquanto ligava a chaleira elétrica.

_ Sim senhor.

Disse ela. Percebi que ela continuou na cozinha, dessa vez mexendo em alguma coisa na geladeira.

_ É muito bonito a atitude do senhor.

Disse ela com a voz baixa.

_ Que atitude ?

Perguntei ríspido. Já dei diversas ordens e uma delas é que não questionem as coisas que eu faço ou deixo de fazer, e não façam observações. De preferência, fiquem caladas.

_ De cuidar da vossa esposa. Pouquíssimos homens fazem isso. A senhora Alba é uma mulher de sorte.

Disse ela e logo em seguida saiu. Era só o que me faltava, me taxarem de marica por causa desse ranço todo da Alba.

Levei a bandeja em uma mão e a bolsa de água quente em outra. Entrei no quarto irritado e ela estava saindo do banho com as bochechas vermelhas. Coloquei a bandeja do lado da cama e sentei, colocando a bolsa de água quente nos pés dela.

_ Obrigado meu lobinho.

Disse ela com um sorriso no rosto. Ela tomou o analgésico juntamente com o refrigerante. Permaneci tomando meu café.

_ Vamos olhar um filme ?

Olhei sério pra ela. A última coisa que quero fazer é olhar filme, fala sério!

_ Claro.

Concordei, mas só porque to sem saída e não vou dar o gostinho do outro assumir e fazer de tudo pra agradá-la e virar o favorito. Se ele pensa que vai ser a opção número um dela, ele está bem enganado !

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