Lobo
Embarcamos no jatinho com a Alba chorando muito. O choro feminino me irrita bastante, mas prometi tentar ser mais compreensivo. Ela sente falta dos pais e do pirralho chorão e isso é algo que eu nunca vou entender, até porque nunca tive essas coisas e nunca me dei ao trabalho de sentir falta do meu pai. A única coisa boa que ganhei dele foi o fato de ter nascido e ter tido luxo, porque nada além disso foi contribuído na minha educação, a não ser as torturas e o sadismo.
Alba não para de chorar, sinto que minha paciência com ela está se esvaindo aos poucos.
_ O que houve Lobinha ? Ninguém *morreu pra você estar chorando dessa forma desesperadora
Ela estava sentada ao meu lado e com o rosto virado pro outro, evitando contato visual comigo, mas eu sabia que ela estava chorando.
_ Desculpa.
Disse ela entre soluços
_ Só pare de chorar, ok? Podemos marcar de vir vê-los novamente. Não tão cedo, mas também não é um adeus.
_ E-eu sei.. eu só.. só estou ficando sensível, só isso.
Disse ela limpando as lágrimas
_ Ainda sente dor ?
Enquanto descíamos a escada na casa dos pais dela fiquei apreensivo com a dor que ela sentiu. Talvez eu tenha tido um pouco de culpa também.
_ Sim, e só de imaginar que vai piorar já me dá vontade de chorar mais ainda.
Ela voltou a chorar e eu revirei meus olhos. *Caralho, quanto tempo será que ela vai ficar assim ?
Decidi ficar em silêncio pelo restante do voo que parecia mais longo do que o normal. Alba permanecia choramingando e em algum momento ela pegou no sono, ainda bem.
Quando o avião pousou coloquei minhas mãos no rosto e olhei pra pequena dormindo no banco ao lado. Espero que não acorde por enquanto.
Peguei o corpo leve dela no colo e caminhei até o carro.
_ Hum, onde estamos ?
_ Indo pra casa, pode continuar dormindo.
Por sorte ela voltou a dormir e quando chegamos em casa ela permanecia do mesmo jeito, acho que cansou de tanto chorar.
Entrei no meu escritório estressado, pronto pra mandar alguém tomar no *cu. Um dos meus soldados entrou de cabeça baixa, ele é um dos responsáveis pela investigação da carga que sumiu.
_ Senhor, tudo indica que foi armação do Capo Americano.
Dei um soco na mesa, de novo esse *canalha me atrapalhando. Já não basta Olivia, agora esse metido;
_ A rota estava próximo do território dele, que *merda!
Resmunguei irritado por saber que talvez não pudéssemos fazer nada.
_ Estamos trabalhando somente com hipóteses, senhor, mas assim que tivermos provas concretas vamos lhe apresentar.
_ Sai, *porra!
Ele se retirou ligeiro. Esse é o lado ruim de exportar para várias partes do mundo. São poucos que são adeptos a esse tipo de comércio e com a influência de Matteo as coisas parecem ter piorado bastante.
Ouvi uma batida na porta, não é a lobinha.
_ Entre.
Ivan entrou em silêncio, sentou na cadeira logo à minha frente e cruzou os braços.
_ O que você aprontou?
Perguntei irritado. Sempre que ele faz essa cara é porque aconteceu alguma *merda.
_ Ekaterina.
Disse ele em um tom baixo.
_ O que tem essa *vadia ?
_ Ela não é *vadia, Lobo.
Ele usou um tom de voz comigo que não gostei, alguma coisa está errada.
_ Fala logo *porra!
Ele passou a mão no cabelo, observei que aparentemente ele não dorme a dias.
_ Ela sumiu.
Arqueei uma sobrancelha surpreso com a revelação dele.
_ Como sumiu? Procurou direito ?
_ Sim *caralho, ela sumiu! Evaporou do mapa!
_ Ah, vai ver *morreu.
Falei com descaso e deu pra ver a irritação estampada no rosto dele.
_ Quero sua permissão pra procurar ela.
_ Pra que ? Essa mulher só deu problema e você perdeu uma orelha graças a ela.
_ *FODA-SE, EU QUERO ELA DEQUALQUER JEITO!
Me joguei pra trás na cadeira dando risada da declaraçãozinha de amor dele.
_ *caralho, ta apaixonadinho ? Justamente pela *vadia loira, que *merda ein!
Falei rindo. Ivan estava vermelho de raiva, se eu não fosse seu capo certamente ele já teria saído no soco comigo, mas não dou bola pra isso, ele é o único em quem confio.
_ Use a nossa inteligência para procurá-la, ela deve tá em algum buraco por perto.
Ele levantou e saiu da sala sem dizer nada. Será que ela deu um chá de *buceta nele

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