Lobo
Que *porra de roupa é essa? Sinceramente nem sabia que tinha isso no meu roupeiro. Dei uma olhada na pirralhada toda correndo e gritando no parquinho. Até que seria bom ter uma cópia minha por aí, mas acho que a melhor parte vai ser *transar até acontecer. Caminhei calmamente até a empresa e todos fizeram uma careta ao me ver. Se eles soubessem que meu corpo toda outras vidas e anda por aí certamente ficariam espantados.
Saí do elevador com um sorriso de orelha a orelha, é hoje que eu tiro a *porra do atraso.
_ Meu Deus, eu já falei pra você ir embora!
Disse ela irritada. Acho que ela não tá afim de ver o outro, mas eu certamente ela quer.
_ Calma Lobinha, sou eu.
Falei enquanto me sentava em frente a mesa dela.
_ Pior ainda! Vocês todos são malucos.
Disse ela irritada. Estava com as bochechas vermelhas e sentando de uma maneira esquisita. Sei da noite deles, mesmo longe eu conseguia sentir a tensão deles.
_ Ta tudo bem aí embaixo ?
Ela largou a caneta na mesa e bateu a palma na mão na mesma.
_ Se mais uma pergunta sobre a minha *vagina sair da sua boca eu juro que o próximo tiro que eu vou te dar vai ser na testa!
Disse ela irritada. Levantei e observei o rosto dela, realmente esse cara acabou com a paciência dela.
_ Aposto que ele não te *comeu bem né?
A minha pergunta foi sem intenção alguma de machucá-la ou ofendê-la. Foi apenas uma pergunta inocente. Alba abriu a gaveta e puxou aquela *maldita faca. Eu corri pra fora do escritório e parei na porta. O soldado que eu quase *matei estava parado.
_ Relógio bonito.
Falei enquanto observava os detalhes da peça.
_ Obrigado senhor, foi a senhora Alba quem me deu.
Disse ele com o rosto sério.
_ Ah é?
_ Sim.
_ Ela deu um presente pra você e não deu pra mim?
Não consegui esconder meus ciúmes, minha raiva e minha frustração. Sò não dei um soco nele porque Alba seria capaz de comprar uma mansão como pedido de desculpa.
_ Foi como um pedido de desculpas pelo o ocorrido senhor. Ela solicitou que eu usasse durante meu expediente.
_ Hum.
Eu só não volto lá dentro pra tirar satisfação porque ela tá com aquela *maldita faca.
Entrei no carro e dirigi pra casa, preciso de um banho urgente pra me acalmar.
(...)
_ Você deu um relógio pro soldado e não deu um pra mim?
Alba estava no banho massageando o cabelo com shampoo. Conforme ela ia lavando a espuma escorria pelo seu corpo *delicioso.
_ Sim, ele mereceu.
_ Mereceu por que ? Ele saiu vivo!
_ Mereceu porque aguentou você torturando ele a troco de nada, *babaca! E além disso tudo ele é leal e me sinto segura com ele.
Rosnei irritado.
_ Desse jeito você só pode estar querendo que eu *mate ele, aquele *maldito!
_ Meu marido número três me deu.
_ Hum, eu sou o um ?
_ O dois!
Disse ela. De certa forma vale a pena mas igualmente torci o nariz.
_ Por que você está agindo dessa maneira infantil? Nunca vi você tão criança.
_ Vai ver é a falta de *sexo.
Na realidade estou me sentindo extremamente ameaçado por essa nova personalidade. Ele simplesmente está fazendo tudo que ela quer e gosta e isso me incomoda pois eu sei que não sou assim. Não sou cuidadoso ao ponto de escolher a dedo o chocolate.
Ouvimos uma batida na porta e eu abri depois que Alba se vestiu.
_ Senhor, os homens já estão na sua sala para a reunião.
_ Que reunião?
_ A de reforço na segurança do prédio em que a senhora está trabalhando.
Até nisso esse filho da *puta pensou primeiro que eu!
_ Ok, já desço.
Fechei a porta e passei a mão no rosto.
_ Ele é neurótico. Não precisa reforçar nada Lobo!
_ Precisa, ele está certo.
Infelizmente tive que concordar, mas essa *porra de reunião vou passar pro tal número um.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel