Dmitri
Até agora eu não entendo como eu consegui ser tão lento. Pra mim estávamos em um dia normal, em uma programação *boba. Como aquele homem sabia que iríamos naquele shopping? Nem sequer ficamos dez minutos ali. Me sinto um *inútil que não consegue nem sequer proteger a própria mulher.
_ Alba, amor, fica comigo!
Ela estava pálida e a blusa branca estava totalmente tingida de vermelho.
_ Fica calmo..
Resmungou ela. O hospital nunca foi tão longe como está sendo agora. Quando finalmente chegamos ela respirou visivelmente aliviada e sorriu pra mim. Desci do carro correndo, já haviam muitos soldados nos rodeando e os médicos já estavam com uma maca para levá-la.
_ Amor, olha pra mim. Alba ?
Ela parecia aérea e logo fechou os olhos. Foi o suficiente para que eu quase surtasse. Ela foi levada para o centro cirúrgico mas não me deixaram entrar.
_ Então meus soldados vão entrar. Minha mulher NÃO VAI FICAR SOZINHA!
Gritei enquanto encarava a médica. Ela apenas assentiu. Meus soldados entraram e o soldado que Alba confia também, mas ele parecia tão preocupado quanto eu.
Comecei a andar de um lado para o outro. Os ponteiros do relógio estavam andando pra trás pois as horas não passavam.
_ Dmitri!
A voz do Ivan me tirou do transe. Ele correu e me abraçou. Eu acabei retribuindo porque essa situação inteira é inusitada.
Ekaterina se jogou nos meus braços também, com os olhos cheios de lágrimas.
_ Alguma notícia ?
Perguntou ela.
_ Nenhuma. Não me deixam entrar naquela *porra!
Respondi irritado.
_ Calma cara, ela vai ficar bem.
_ Ela perdeu muito sangue Ivan.
Olhei para as minhas roupas que também estavam bem sujas, Ivan e Ekaterina fizeram o mesmo. Estávamos todos manchados com o sangue da minha esposa. Meu peito começou a se comprimir. Lobo estava com raiva, uma raiva que eu jamais havia sentido na minha vida. Ele sempre foi sanguinário, mas dessa vez, ao ver o sangue da nossa mulher, ele estava virado no próprio *diabo.
Ekaterina e Ivan sentaram enquanto eu permanecia andando de um lado pro outro. Ivan começou a fazer algumas ligações e meu celular vibrou sem parar, atendi sem paciência alguma.
_ O que é porra?
Eu nem sabia quem era e pra mim todos no momento são seres inferiores. Se Alba não sair daquela mesa, eu juro por tudo que é mais sagrado que vou incendiar o mundo e ver todos morrerem lentamente.
_ Já sabe quem foi?
_ Olivia?
Falei enquanto pensava seriamente em invadir o centro cirúrgico. Uma mulher saiu de lá e veio em minha direção.
_ Senhor Bolshakov?
_ Sim, sou eu!
Ela deu um passo para trás porque quase avancei em cima dela.
_ Sua esposa está estável, retiramos o projétil que estava alojado mas ela perdeu bastante sangue. Vai ficar desacordada nas próximas horas e precisamos fazer uma transfusão de sangue, porém…
_ Porém?
_ Porém ela possui um sangue muito raro, chamado de Rh nulo ou sangue dourado. Somente um doador com esse mesmo tipo de sangue pode doar para a senhora Alba.
_ E onde eu acho essa pessoa?
Perguntei assustado.
_ Já estamos em contato, por sorte temos uma pessoa ao sul do país com esse mesmo tipo de sangue. Se ele se dispor a vir, poderemos fazer a doação, mas caso ele recuse..
_ Ele vai aceitar, doutora. Apenas cuide da minha mulher.
Olhei para Ivan que levantou da cadeira. Essa pessoa vai vir, querendo ou não.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel