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Contrato de Luxúria - A Virgem romance Capítulo 11

Dante:

Depois da festinha do elevador, estava me sentindo no paraíso.

Finalmente encontramos a mulher perfeita para nos satisfazer. Valéria nos acalmava ao mesmo tempo que atiçava. Nunca ficamos pensando tanto numa mulher. Tenho certeza que meus irmãos partilhavam da mesma sensação. Algo me dizia que com Valéria seria diferente, não era algo passageiro. Queríamos mais que tudo aquela mulher em nossa cama.

Daniela, uma estagiária que estava no cargo de secretária até que Valéria começasse na segunda, era uma mulher bonita, mas não chamou nossa atenção, apesar do seu esforço em seduzir um de nós. Como é inocente a coitada.

Estava de cabeça baixa quando a porta foi aberta sem ninguém ser anunciado. Os únicos que tinham esse direito eram meus irmãos. Quando levantei a cabeça, um ódio mortal me tomou.

Nunca imaginei que o demônio vermelho teria coragem de aparecer aqui novamente.

— Tá ficando louca? Quem você pensa que é para entrar na minha sala sem ser autorizada?

— Calma, meu amor, vim fazer uma surpresa aos meus homens!

— Tá doida? Você não é ninguém pra nós.

— Sei que irritei vocês um pouco, mas me arrependo e vim tomar de volta o que é meu. – Ela começou a se despir. Eu levantei da cadeira parecendo um raio e abri a porta para a pôr pra fora. Enrico e Lucca apareceram pra ver o motivo dos gritos e se enfureceram com a atitude da maluca.

— O que essa mulher tá fazendo seminua no seu escritório?

— Fala pra eles, meu amor! Fala que vim tomar de volta o que é meu!

Meus irmãos entraram no escritório e fecharam a porta para que toda a empresa não ouvisse o escândalo.

— Chamem os seguranças para retirar essa louca do meu escritório.

— Isso é falta de comer uma boceta gostosa. Tô aqui, meus amores, usem e abusem. Sou a única que sabe acalmar vocês.

— Cala a boca, você não passa de uma piranha louca. Não temos mais nada com você e, se não sair por bem, sairá por mal!

— Sério? Adoro, pode me amarrar, adoro ser dominada por vocês!

— Pode ligar para o hospício, porque ela tá é doida!

— Por favor, venham retirar uma louca do meu escritório agora.

Desliguei assim que acionei os seguranças.

— Vou botar essa louca na cadeia se ela ousar se aproximar do nosso anjo. – Rosnei, dando um soco na mesa.

— O contrato já está com o advogado. Segunda-feira teremos que convencer a esquentadinha a se mudar. Talvez a multa por quebra de contrato ajude a convencê-la. — Enrico diz, sorridente.

— Ou talvez ela arranque nossas bolas antes mesmo de abrirmos a boca. — Dou uma risada.

Só pode ser brincadeira. Nós três aqui discutindo o que fazer pra convencer uma mulher. Geralmente elas é que correm atrás. Sem contar que até agora não a comemos, e ela está ditando o ritmo das coisas.

— Quando eu pegar aquela mulher, ela não vai conseguir sentar por uma semana. Caralho, virou rotina ficar de pau duro agora. Isso não vai dar certo, não aguento esperar até segunda! — Enrico está no limite, e nós também.

Resolvemos encerrar o expediente e descemos para falar com Kael e Salvatore. Aqueles dois estavam fodidos tanto quanto nós três. Contamos o que a maluca da Chiara ousou fazer.

— Meus irmãos, acho bom que, ao invés de pôr seguranças atrás da Valéria, o melhor a se fazer é vigiar cada passo que Chiara der. Assim ficará mais fácil descobrir o que ela planeja — disse Kael.

— É o que faremos!

— Por falar nisso, terça-feira terei que ir para Seattle. Tem algumas coisas na boate de lá que exigem nossa presença. Enquanto isso, Lucca ficará de olho nos últimos detalhes da reforma da boate aqui de Nova York. – Enrico não parece nem um pouco animado em ter que viajar por uns dias.

Nunca tivemos problemas em ficar com nossa mulher sem a presença dos outros irmãos. Às vezes elas escolhiam um de nós para passar a noite, ou sair para jantar quando os outros estavam ocupados. Isso nunca foi motivo de ciúmes e não seria agora, mas o fato é que teremos que adiar nossa noite juntos com Valéria. Vai ser um chute no saco essa espera.

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