(Ponto de vista de Laura)
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"Tenho que te agradecer por deixar o Vince cuidar de mim. Ele foi tão gentil comigo, passando todas essas semanas ao meu lado... na minha cama. Retribuí o favor transando com ele. Espero que você não se importe. Ele claramente precisava disso. Talvez, a esposa dele seja péssima na cama.” Rachel riu alto, com uma mão sobre a boca.
'Transando? Eles fizeram sexo, sendo que meu marido só me beijou direito uma vez, em nosso breve dia de casamento?' Fechei os punhos ao ouvir aquilo, pronta para acertar um soco no rostinho bonito dela.
‘Como Vincente pôde ficar ao lado dela? É óbvio que ela está fingindo estar doente. Eu estava doente de verdade há alguns meses, e ele nem se importou em perguntar se eu melhorei. Tudo o que meu marido fez foi pedir a um médico para me ver na cobertura enquanto esteve fora por semanas!' Respirei fundo repetidas vezes, mas meu rosto logo ficou vermelho como um tomate.
“Oh, a marionete está com raivinha”, ela fez biquinho e fingiu chorar para zombar de mim. “Você sabe que o Vince vai se divorciar de você em breve, né? Ele disse que me ama e que só te usou para me deixar com ciúmes. Você é uma idiota. Julia Raine, tenho pena de você. Se espera que ele a ame e pretende conseguir dinheiro casando com ele, deve estar delirando."
Enquanto Rachel sorria perversamente, dei alguns passos e me aproximei dela. Porém, quando eu estava prestes a acertar-lhe um tapa, ela jogou uma faca em minha direção. Por reflexo, consegui pegá-la antes que me atingisse.
Na mesma hora, a porta do quarto se abriu. Que beleza...
Sem pensar duas vezes, Rachel apontou para mim e clamou por socorro: “Vince, olha, ela ia me machucar. Olhe para o meu dedo, está sangrando. Sua esposa maluca me machucou com aquela faca. Querido, está doendo!”
Vincente entrou e me empurrou, fazendo-me escorregar, cair no chão frio e bater meus joelhos, que logo começaram a doer. Ainda no chão, vi Vincente enrolar o dedo de Rachel em uma toalhinha.
Tentei explicar o que aconteceu ao meu querido marido, pois não queria que ela mentisse para ele: “Eu não faço ideia de como ela cortou o dedo. Você precisa acreditar em mim, Vincente. Ela está mentindo para você. Ela não é confiável. Ela é louca-"
“CALA A BOCA, JULIA! VÁ PRA CASA!", ele bradou, alterado de uma forma que eu nunca havia visto antes. Eu não podia acreditar que estava com raiva de mim por algo que eu não fiz.
Ele nunca havia gritado comigo tão alto. Meus lábios tremiam, e eu estava realmente assustada com o jeito que ele olhou para mim.
“Vince, ela está se levantando para me machucar de novo. Estou com tanto medo. Por favor, me proteja, Vince.” A falsa donzela em perigo já estava passando dos limites. Depois daquilo, me segurei para não esfaqueá-la de verdade.
“JULIA! Vaza daqui!" A voz dele estava ficando cada vez mais alta, e isso me assustou. Lágrimas quentes escorriam pelo meu rosto.
“Vincente, eu sou sua esposa. Por favor, acredite em mim. Ela mentiu para você.” Eu tentei explicar a ele, mas ele não quis me ouvir. Ele acreditou nas mentiras dela.
Vincente suspirou, se virou e foi até mim, irado. Em seguida, agarrou meu braço, abriu a porta do quarto e me jogou no chão novamente. “Vincente, como você pôde fazer isso comigo? Por que você está sendo tão cruel? É por causa dela?"
Quando me virei para olhar para Rachel, senti um aperto no coração. ‘Será que fui rude demais com a Julia? Rachel estava mentindo para mim?', pensei comigo mesmo e caminhei em direção a Rachel, que estava chorando, e sentei-me ao lado dela para abraçá-la.
Nas últimas semanas em que estive com ela, me senti como nos velhos tempos. Rachel era como eu queria que ela fosse. A doce e velha Rachel estava de volta em meus braços.
O sexo foi ainda melhor do que o que tínhamos no passado, e cada noite que passávamos juntos me fazia querê-la mais e mais. À certa altura, quase a propus em casamento. Mas, lembrei-me dela me deixando sozinha no hospital quando sofri aquele acidente estranho.
Julia estava lá para cuidar de mim. Já Rachel, me deixou justo quando eu estava mal. Isso me fez pensar se Rachel realmente me amava tanto quanto eu amava por ela.
Junto aos pensamentos, um sentimento de culpa se formava dentro de mim.
Eu não sabia por que, mas alguns dias atrás, senti que deveria voltar para Julia e terminar o contrato de casamento de maneira civilizada, deixando para trás o que aconteceu no hospital.
Porém, Rachel começou a adoecer. Ela não queria que eu a deixasse, e eu obedeci às exigências dela.
Mesmo estando com Rachel, me perguntei, todas as noites, se minha esposa Julia estava bem sozinha em casa.

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