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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 313

Aelyn

Duas semanas depois

A sala do consultório estava silenciosa, apenas o som baixo do ar-condicionado e o bip ocasional dos aparelhos preenchendo o espaço. Eu estava sentada na maca, com as pernas balançando nervosamente, enquanto o Dr. Martins analisava os exames na tela do computador. Serena segurava minha mão com força, como se quisesse me passar toda a sua energia positiva.

"Então, Aelyn…" O médico finalmente virou a cadeira para nós, sorrindo. "As boas notícias são que a rejeição está bem controlada. Os níveis de imunossupressores estão ótimos, a função cardíaca está estável e não há sinais de novas complicações."

Eu soltei um suspiro longo e profundo, como se tivesse prendido o ar durante os últimos quinze dias. Serena apertou minha mão mais forte e deu um gritinho baixinho de felicidade.

"Isso significa que eu posso voltar a viver normalmente?", perguntei, com a voz ainda um pouco insegura.

"Sim. Atividades leves a moderadas já estão liberadas. Caminhada, trabalho parcial, sair para jantar… Tudo com bom senso, claro. Escute seu corpo. Se sentir qualquer coisa, me ligue imediatamente."

Eu corei inteira. Olhei para Serena de canto de olho, que já estava com um sorrisinho safado no rosto. Respirei fundo, juntando coragem:

"E… quanto a atividades mais… íntimas? Tipo… namorar? Eu posso?"

Serena explodiu numa gargalhada alta, cobrindo a boca com a mão. Eu dei uma cotovelada forte nas costelas dela, sentindo o rosto queimar de vergonha.

"Serena, cala a boca!"

O Dr. Martins sorriu, claramente acostumado com esse tipo de pergunta de pacientes jovens.

"Com cautela, sim. Nada muito intenso nas primeiras semanas. Evite esforço extremo, preste atenção em qualquer falta de ar, dor no peito ou palpitações. Mas sim, Aelyn, você pode retomar sua vida sexual. Só vá com calma e não se esqueça de falar se sentir qualquer desconforto."

Eu queria sumir debaixo da maca. Serena ainda estava rindo baixinho quando saímos da clínica. Assim que entramos no carro, ela não perdeu tempo:

"Então… quer que eu te leve direto pro escritório do Felipe pra comemorar a liberação?"

"Serena!"

"O quê? Você literalmente acabou de perguntar pro médico se pode transar. Eu só estou sendo uma boa irmã e te levando até o homem que você espera há 25 anos."

Eu ri, batendo no braço dela enquanto ligava o carro.

"Você é impossível. Só me leva lá, tá? Quero vê-lo. Faz tempo que não passo no escritório."

Durante o caminho, conversamos sobre tudo. Sobre como os remédios ainda me deixavam um pouco cansada, sobre o medo que eu tinha sentido nas primeiras noites depois da alta, sobre como o Felipe estava sendo absurdamente carinhoso e protetor. Serena me ouvia com atenção, mas não perdia a oportunidade de me zoar:

"Ele vai surtar quando souber que você está liberada. Aposto que o coitado tá se segurando há dias."

"Serena, pelo amor de Deus!"

"Estou mentindo? Irmã, ele está praticamente dormindo com você todos os dias, ou você acha que eu não sei que, quando todo mundo se recolhe, ele sai do quarto de hóspedes e se enfia no seu?" arregalei os olhos, encarando-a.

"Somos tão óbvios assim?" ela riu, parando no semáforo.

"Eu não durmo cedo, você sabe, e claro que.... se o papai pegar vocês, eu tenho dó dele." Comecei a rir tensa.

Chegamos ao escritório rindo como duas loucas. A recepcionista, Dona Marta, nos reconheceu imediatamente e abriu um sorriso caloroso.

"Aelyn! Que saudade, querida. Como está tudo? Eu orei muito quando soube o que aconteceu. Seu tio e seu primo estavam super preocupados."

"Graças a Deus agora eu estou bem. Mas com acompanhamento constante." ela concordou.

"Ainda bem que você tem uma grande rede de apoio, isso dá muita força, não é?"

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