Aelyn
Felipe me deitou na cama como se eu fosse feita de porcelana. Ele ficou em cima de mim, apoiado nos antebraços, os olhos percorrendo meu corpo nu com uma fome que me fazia tremer.
"Você não tem ideia de quantas vezes eu sonhei com isso", murmurou, a voz rouca. "Com você assim… toda minha."
Ele começou devagar. Beijou minha testa, minhas pálpebras, o canto da minha boca, descendo pelo queixo até o pescoço. Cada beijo era quente, molhado, reverente. Quando chegou aos meus seios, ele soltou um gemido baixo e os tomou com as mãos, apertando de leve.
"Tão perfeitos…", sussurrou antes de fechar a boca em um mamilo.
Eu arqueei as costas, soltando um gemido agudo. A língua dele girava devagar, chupando, lambendo, enquanto a mão massageava o outro seio. Ele trocava de lado com calma, como se tivesse todo o tempo do mundo para me adorar.
"Fê… ah…"
Ele desceu mais, beijando cada costela, cada curva da minha barriga e continuou descendo. Beijou meus quadris, a parte interna das coxas, mordiscando de leve. Quando abriu minhas pernas e se encaixou entre elas, eu corei inteira.
"Felipe… você não precisa…"
"Eu quero", ele interrompeu, olhando pra mim com os olhos escuros. "Quero provar cada pedaço de você."
A primeira lambida foi lenta, quente, do fundo até o clitóris. Eu soltei um gemido alto, chocada com a intensidade. Ele gemeu contra mim, como se eu fosse a coisa mais deliciosa que já tinha provado.
"Porra, Aelyn… você é doce pra caralho."
Ele me devorou sem pressa. Língua girando no clitóris, chupando devagar, depois mais firme. Dois dedos deslizaram para cima e para baixo entre meus lábios, me abrindo, me molhando ainda mais, mas sem entrar.
Eu me contorcia na cama, uma mão no cabelo dele, a outra apertando o lençol. Os gemidos saíam cada vez mais altos, sem controle.
"Fê… eu vou… ah, meu Deus…"
"Goza na minha boca, amor. Quero sentir."
O orgasmo me acertou forte. Meu corpo inteiro convulsionou, as coxas apertando a cabeça dele enquanto ondas quentes me atravessavam. Ele não parou, continuou lambendo devagar até eu parar de tremer.
Quando subi de volta, ele estava com os lábios brilhando, o olhar selvagem. Me beijou, fazendo eu sentir meu próprio gosto na língua dele.
"Você é deliciosa", sussurrou.
Eu ainda estava ofegante quando ele se posicionou entre as minhas pernas. O pau duro e quente roçando contra mim.
"Olha pra mim, Aelyn."
Eu obedeci. Ele estava suado, o cabelo bagunçado, lindo demais.
"Se doer, me avisa. A gente para."
Eu assenti. Ele começou a entrar devagar, centímetro por centímetro. Senti uma pressão forte, um ardor leve, mas nada insuportável. Ele parava a cada movimento, beijando meu rosto, meu pescoço, murmurando:
"Você tá indo tão bem… tão apertadinha… tão perfeita pra mim."
Quando ele estava completamente dentro, parou. Ficamos os dois respirando juntos, testa contra testa.
"Você é minha agora", sussurrou, a voz embargada de emoção. "Completamente minha."
Eu passei as pernas ao redor dele e o puxei mais fundo.
"Então me ama, Felipe."
Ele começou a se mover. Devagar. Profundo. Cada estocada era cuidadosa, mas cheia de desejo contido. Logo o prazer superou qualquer desconforto. Eu gemia alto, cravando as unhas nas costas dele, pedindo mais.
Ele me deu. Mais fundo. Mais rápido. Mas sempre olhando pra mim, sempre atento.
"Isso é normal, amor. Seu corpo tá se acostumando comigo." Ele deslizou a mão pela minha coxa, carinhoso. "Se ficar dolorida depois, me avisa. Eu vou cuidar de você."
Ficamos um tempo em silêncio, só abraçados. Ele fazia cafuné no meu cabelo com uma mão enquanto a outra desenhava círculos lentos nas minhas costas. Eu traçava os músculos do peito dele com a ponta dos dedos, sentindo o coração dele bater forte contra minha bochecha.
"Eu te amo tanto", ele sussurrou de repente. "Não é só sexo. É você se entregando pra mim. É você confiando em mim pra ser sua primeira vez. Isso… isso mexeu comigo de um jeito que eu nem consigo explicar."
Eu levantei o rosto pra olhar pra ele. Seus olhos estavam brilhando.
"Eu esperei tanto tempo por você", respondi, a voz embargada. "E valeu cada segundo. Foi perfeito, Fê. Você foi perfeito."
Ele me beijou devagar, preguiçoso, como se tivesse todo o tempo do mundo. Quando se afastou, encostou a testa na minha e sorriu.
"Você podia dormir aqui hoje. Assim eu mimo você o tanto que eu quiser, sem me preocupar com nada, nem ninguém."
"Vou falar com a minha mãe. Ela consegue convencer o senhor Ravelli a não vir aqui me buscar."
"Ele só quer o seu bem, mas eu também."
Eu sorri, aninhando-me mais contra o peito dele.
"Eu sei."
Ele me apertou mais forte, passando a perna por cima da minha, me prendendo contra ele.
"Não quero te soltar nunca mais. Quero ficar assim o resto do dia… o resto da vida."
Eu fechei os olhos, sentindo o calor do corpo dele, o cheiro dele, o coração dele batendo contra o meu.
Pela primeira vez na vida, eu me senti completamente inteira.

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