Branca
Ele me jogou na cama com uma força controlada, o colchão afundando sob meu peso enquanto eu quicava levemente, o ar saindo dos pulmões em um suspiro surpreso. Cássio ficou de pé na beira da cama por um segundo, só me olhando. Os olhos dele eram puro fogo, escuros, famintos, possessivos. Ele tirou a camisa devagar, botão por botão, revelando o peito largo, os músculos definidos que eu já conhecia, mas que ainda me deixavam sem fôlego toda vez. A luz fraca do abajur jogava sombras nos contornos dele, e eu mordi o lábio, sentindo o calor se espalhar do peito até entre as pernas.
“Você acha que pode brincar comigo desse jeito?” perguntou, a voz rouca, baixa, como um aviso. Ele subiu na cama, os joelhos afundando no colchão, e se inclinou sobre mim, prendendo meus pulsos acima da minha cabeça com uma mão só. “Acha que pode falar de sair com outro homem na minha frente e sair impune?”
Eu ri, ofegante, tentando provocar mais.
“Talvez eu quisesse ver você assim… ciumento.”
Ele sorriu, um sorriso perigoso, torto e baixou a boca até o meu pescoço. Não beijou. Mordiscou. Devagar, os dentes arranhando a pele sensível, depois a língua aliviando o ardor. Eu arqueei o corpo, um gemido escapando sem permissão.
“Você é minha, Branca” murmurou contra minha pele, a voz vibrando no meu peito. “E hoje vou te lembrar disso até você não conseguir pensar em mais ninguém.”
Ele soltou meus pulsos só para puxar minha blusa por cima da cabeça, jogando-a no chão sem cerimônia. O sutiã veio em seguida, e quando os seios ficaram livres, ele os tomou com as mãos grandes, os polegares circulando os mamilos já duros. Eu gemi alto, as costas se curvando para encontrar o toque.
“Cássio…”
“É isso” ele rosnou, a boca descendo até um dos seios. Chupou forte, a língua rodando, os dentes puxando levemente o bico. “Grita meu nome. Quero ouvir.”
Eu obedeci sem querer. O nome dele saiu rouco, entrecortado, enquanto ele alternava entre os dois seios, deixando marcas vermelhas que eu sabia que durariam dias. Marcas dele. Território reivindicado.
As mãos dele desceram, abrindo o botão da minha calça com urgência. Ele puxou tudo de uma vez, calça, calcinha, deixando-me completamente nua sob ele. Eu me contorci, ansiosa, o corpo implorando.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas, os olhos fixos nos meus enquanto abria as próprias calças. Quando se libertou, duro, grosso, pulsando, eu engoli em seco. Ele se posicionou na entrada, roçando devagar, me torturando.
“Olha pra mim” ordenou.
Eu obedeci. Nossos olhares se prenderam enquanto ele entrava, centímetro por centímetro, devagar o suficiente para me fazer sentir cada veia, cada centímetro esticando meu corpo. Eu soltei um gemido longo, as unhas cravando nos ombros dele.
“Porra, Branca… você é tão apertada” ele grunhiu, a testa encostada na minha. “Tão perfeita pra mim.”
Ele começou a se mover, devagar no começo, depois mais forte, mais fundo. Cada estocada me fazia ver estrelas. Eu arqueava os quadris para encontrar o ritmo dele, as pernas envolvendo a cintura dele, puxando-o mais para dentro.
“Mais forte” implorei, a voz tremendo.
Ele obedeceu. As mãos dele agarraram meus quadris, os dedos marcando a pele, e ele meteu com força, o som dos corpos se chocando ecoando no quarto. Eu gritei o nome dele, alto, desesperado, enquanto o prazer subia como uma onda.
Ela adormeceu nos meus braços, a respiração lenta e tranquila contra meu peito. O corpo dela se encaixava perfeitamente no meu, como se tivesse sido feito pra isso. Eu a apertei mais perto, o nariz enterrado no cabelo dela, inalando o cheiro que era só dela, doce, quente, viciante.
Eu estava ferrado.
Desde que a mãe da Aelyn morreu, eu tinha me fechado. Tinha prometido a mim mesmo que nunca mais ia me deixar sentir isso, esse aperto no peito, essa vontade de proteger alguém com a própria vida, essa necessidade de acordar todo dia ao lado dela. Mas ali estava ela. Branca. Com todos os problemas do mundo nas costas, um psicopata atrás dela, uma herança que podia custar caro… e ainda assim, eu a queria.
Eu sabia dos riscos. Sabia que isso podia acabar mal. Que Jonathan Krieger não ia desistir fácil, que minha filha podia se machucar no meio do fogo cruzado. Mas eu não conseguia soltar.
Beijei o topo da cabeça dela de novo, devagar, sentindo o coração apertar.
Ela não podia saber. Não podia saber o quanto eu já estava mexido, o quanto eu já a queria sem nem ter dito em voz alta. Porque se eu mostrasse fraqueza agora, se eu deixasse ela ver o quanto eu precisava dela… eu perdia o controle.
E eu precisava me preservar. Pelo menos por enquanto.
Mas enquanto ela dormia, segura nos meus braços, eu soube que era tarde demais.
Eu já era dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz