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Coração Refeito: A Trajetória de Uma Hérói romance Capítulo 905

— Mas ela não pode ficar morando aqui para sempre. Ela precisa de tratamento profissional agora — disse Florença.

— Vamos deixá-la ficar por enquanto. A questão do tratamento vai ter que esperar até que a situação dela se estabilize, dependendo do que a Fabiana decidir — respondeu Darlan.

— Entendi.

Florença saiu da mansão. Nesse exato momento, Luciele abriu a porta do carro, desceu e acenou para ela:

— Florença.

Florença apressou o passo e foi até ela.

— Onde está o Darlan? — perguntou Luciele.

— Ele não está em casa. Vim ajudá-lo a cuidar de uma pessoa — disse Florença.

— Que pessoa? — indagou Luciele, confusa.

— Vamos entrar, lá dentro eu te conto.

Florença entrelaçou seu braço ao de Luciele e caminharam para o interior da casa, explicando a situação brevemente.

Luciele continuou intrigada. Se a pessoa era da família Castellani, por que não recebia tratamento com eles? Qual seria o motivo de Fabiana tê-la mandado para a casa de Darlan?

— Imagino que o problema tenha ocorrido exatamente na família Castellani, por isso a Sra. Castellani pediu a ajuda do Darlan! — especulou Florença.

— E como estão as coisas entre o Darlan e essa Sra. Castellani agora?

— Também não sei, mas, no fim das contas, a decisão é dele.

Luciele lançou um olhar profundo para Florença e assentiu, resignada. Darlan era realmente um caso que dava pena. Se ele tivesse sido mais firme e proativo no passado, provavelmente já teria filhos correndo pela casa hoje em dia. Uma pena que não existe "se" na vida real.

Renata e os outros também sabiam que Darlan havia trazido uma garota para se abrigar em sua casa. Até tinham mandado refeições para ela duas vezes, mas a jovem não tocou na comida.

— Como está a situação daquela menina? — perguntou Renata a Florença.

— Ela tomou soro à tarde e comeu um pouco. O estado mental dela parece razoável agora — respondeu Florença.

Renata soltou um leve suspiro:

— Que criança digna de pena. Sabe-se lá pelo que ela passou.

Naquela noite.

Luciele acabou ficando na casa da família Lourenço. Renata pediu que arrumassem um quarto de hóspedes novinho para ela.

— Sra. Renata, o Ricardo vem amanhã? — perguntou Luciele.

Florença foi até a mansão de Darlan carregando uma lancheira térmica. A diarista estava limpando a casa quando ela perguntou:

— Ela passou bem a noite?

— A Sra. Miranda ficou bem tranquila enquanto descansava. Ela já acordou — respondeu a diarista.

Florença murmurou uma concordância e subiu as escadas. Ao abrir a porta, encontrou Rita sentada silenciosamente na varanda. A brisa suave balançava seus cabelos, e ela parecia uma boneca de porcelana, linda, quieta e frágil.

Ao ouvir o barulho, a garota demonstrou uma leve reação.

Florença aproximou-se e colocou a lancheira térmica sobre a mesa redonda.

— Conseguiu descansar bem esta noite? — perguntou Florença.

Rita olhou na direção de Florença com os olhos opacos, sem foco, e assentiu suavemente.

— Então vamos comer alguma coisa.

Florença abriu a lancheira térmica, que continha uma tigela de caldo quente e encorpado, uma porção de pãezinhos de queijo recém-assados, um ovo cozido e um acompanhamento leve.

Florença descascou o ovo primeiro, colocou-o nas mãos da jovem e disse com voz terna:

— Coma o ovo primeiro.

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