Desde que Inês Jardim retornou do exterior, os dois haviam estado inseparáveis. Os outros podiam não notar tanto, mas eles mesmos sabiam exatamente o que se passava.
Durante o dia, Rodrigo Simões enviava um fluxo incessante de mensagens. Antes, ao entrar em uma reunião, ele apenas mandava uma mensagem avisando quanto tempo demoraria e que talvez não pudesse responder na hora, reservando as ligações para emergências. Agora, mesmo durante as reuniões, ele enviava mensagens constantemente ao celular de Inês, carregadas de emoção.
Começava reclamando sobre quem estava falando baboseiras, depois perguntava como Inês estava se saindo e se estava cansada, muitas vezes acrescentando, de forma manhosa: “Esposa, me dê atenção.”
Sempre que Inês tirava o celular e via aquilo, não conseguia conter o riso e respondia: “Estou dando, estou dando.”
Se ela acrescentasse um “O que meu marido está fazendo?” ou “Bom trabalho, marido”, ele ativaria o modo bombardeio de mensagens. E assim que ficasse livre, ia procurá-la, ou pedia que ela fosse procurá-lo assim que terminasse suas tarefas.
À noite, não importava o quão quente estivesse, eles abaixavam a temperatura do ar-condicionado apenas para dormirem abraçados.
No meio da madrugada, sonolenta, Inês sempre estendia a mão instintivamente para tatear a pessoa ao seu lado, só voltando a dormir tranquilamente após ser envolvida com força em seus braços.
Ao acordar pela manhã, a primeira coisa que Inês fazia era olhar para Rodrigo.
Por isso, se ele precisasse acordar cedo no dia seguinte, deixava tudo bem claro na noite anterior, evitando que Inês abrisse os olhos, não o visse e entrasse em pânico.
— Amanhã de manhã, vou correr com meu pai. Durma bem e só desça quando acordar. Se eu voltar cedo e você ainda estiver dormindo, volto para esquentar a cama para você.
— Com esse tempo frio, por que não vão para a academia coberta?
— Meu pai não gosta de academia coberta. — Rodrigo envolveu a pessoa em seus braços e começou a falar sobre sua infância. — Desde que me lembro, ele me levava para correr três dias por semana. Fosse primavera, verão, outono ou inverno, só não íamos se houvesse trovões ou chuva.
Inês adorava ouvi-lo falar. O assunto não importava; sempre que ouvia a voz de Rodrigo, sentia uma paz profunda.
— Estou ouvindo, pode continuar.
Rodrigo abaixou a cabeça e lhe deu um beijo:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...