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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 373

Inês acariciou a cabeça dos pastores alemães, indicando que já podiam relaxar a postura de alerta, e em seguida entrelaçou o braço no da Sra. Silveira para entrarem em casa.

Os guarda-costas seguraram os cães, formando uma barreira à frente de Abel, num claro sinal para que ele sumisse dali.

— Inês! — Filetes ininterruptos de lágrimas escorriam pelo rosto de Abel, e seus olhos estavam injetados de sangue. Como se não bastasse, a dor em seu estômago tornava-se cada vez mais insuportável.

A tristeza parecia uma mão invisível atravessando seu coração, uma dor aguda despencava do peito em direção ao abdômen.

Não era fome, não era indigestão. Era uma cólica violenta, uma torção tão intensa que o impediu de se manter ereto. O suor frio brotou em sua testa de imediato, e sua respiração tornou-se trêmula e irregular.

Percebendo que havia algo muito errado, um dos guarda-costas chamou por Inês.

Inês virou-se e, num piscar de olhos, identificou o problema.

Ele estava tendo um espasmo gástrico.

— Sra. Silveira, chame uma ambulância. Esta casa é feita para os vivos, seria um péssimo agouro ter um defunto aqui. — E então, num sussurro que apenas as duas podiam ouvir, ela acrescentou: — Especifique um hospital.

Abel pressionava o estômago com força. Cada espasmo trazia uma dor excruciante. Contudo, nada superava o golpe da palavra "agouro" dita por Inês, foi como ter a carne arrancada a sangue-frio.

Quando a ambulância chegou, Abel estava quase desmaiando de tanta dor.

Um dos paramédicos perguntou: — Algum familiar vai acompanhar?

Inês lançou um olhar para a figura encolhida na maca e respondeu com serenidade: — Ele não tem familiares aqui.

— Ele é um invasor de propriedade. — Completou a Sra. Silveira.

Abel olhou na direção de Inês. Ao perder os sentidos, uma última e gélida lágrima escorreu pelo canto de seu olho.

Ela realmente não se importava mais...

A ambulância deixou a Mansão Serra Sul com as sirenes uivando pela noite.

Inês observou a partida por um breve momento.

— Ai, meu Deus! A sopa está no fogo! Socorro, vai secar tudo! — A Sra. Silveira correu esbaforida para a cozinha. Ao levantar a tampa da panela de barro, suspirou aliviada. Ainda bem, o caldo não havia secado.

Inês entrou na cozinha logo atrás e perguntou: — Que sopa é essa, Sra. Silveira?

— É uma canja de galinha caipira. — A Sra. Silveira removeu a gordura da superfície, servindo uma porção do caldo revigorante enquanto apressava Inês a voltar para a sala.

Capítulo 373 1

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