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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 393

O carro parou na Mansão Nove.

Na porta, a Sra. Silveira estava de pé, segurando um esfregão. Tinha as mãos na cintura e uma expressão furiosa.

Ela só relaxou e abriu um leve sorriso quando viu que era o carro deles.

— Sra. Jardim, senhorita, vocês voltaram.

No segundo seguinte, ela tomou um susto ao perceber o seu jovem mestre saindo do banco do motorista, com sua figura imponente.

— Jovem mestre, você também veio.

— O que foi, não sou bem-vindo? — perguntou Rodrigo com a voz grave, fechando a porta do carro.

— Claro que é bem-vindo! Parabéns ao jovem mestre e à Sra. Jardim por voltarem juntos para casa! — A babá pensou que o jovem mestre devia estar explodindo de felicidade por dentro.

— Por que você pegou o esfregão de novo? — Inês perguntou à Sra. Silveira, enquanto já ia acariciar a cabeça de Didi e Mumu.

— Expulsando quem? — Rodrigo indagou.

— Abel? Mas ele não estava no hospital com espasmos estomacais? — Alice perguntou.

— Não foi ele, foi a mãe dele — respondeu a Sra. Silveira.

A frase soou quase como um xingamento.

Os olhares dos três se voltaram para a Sra. Silveira ao mesmo tempo.

— O que a mãe do Abel veio fazer aqui? — Inês compreendeu a situação antes mesmo que a Sra. Silveira pudesse explicar.

— Aquele Rocha não está comendo nem bebendo, e a mãe dele queria que você fosse lá convencê-lo. — A Sra. Silveira falou com seriedade. — Se fosse para convencer a algo, que fosse a nascer de novo. Quando estava saudável, só sabia causar confusão o dia todo; agora que adoeceu, faz greve de fome e ainda quer ser mimado.

— Eu a expulsei daqui, e Didi e Mumu até rasgaram a roupa dela.

— Morderam foi pouco — comentou Inês.

— Vocês foram ótimos. Daqui a pouco dou ossos com carne para vocês — Inês sorriu enquanto os dois pastores alemães abanavam o rabo para ela.

— O pessoal da Família Rocha é muito descarado. Não dá para continuar morando aqui — disse a Sra. Silveira com preocupação.

— As obras na Rua Paz, nº 10 já começaram. Como não vou mudar muita coisa na estrutura, logo poderei me mudar para lá. — Inês se levantou e o grupo entrou na casa.

— Qual o tamanho da casa na Rua Paz? — Rodrigo perguntou, já que ainda não tivera a chance de saber.

— Ai, ai... O que eu faço com toda essa minha superioridade? — Alice deu uma gargalhada.

Rodrigo soltou um riso frio ao ver a presunção da irmã. À primeira vista, parecia puro desdém, mas, no fundo, só ele sabia que estava louco de ciúmes.

— Inês, a Alice gosta de mulheres — declarou Rodrigo.

— Eu? Seu #*@&%$...!! — Alice arregalou os olhos e apontou para si mesma, xingando.

— Fique longe da Alice. Proteja-se — Rodrigo alertou Inês calmamente, ignorando as ofensas da irmã.

— ... — Inês ficou sem reação.

Ela sabia que Rodrigo estava mentindo.

Sempre que observava as brigas e provocações entre os dois irmãos, Inês achava a situação bastante divertida.

Parecia que sua vida estava se tornando cada vez mais vívida e interessante devido à presença deles; como um poço seco que, de repente, voltava a borbulhar com água fresca.

...

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