Rodrigo e Inês levaram Mike para casa. A Sra. Silveira não apenas já havia preparado o jantar, como também havia arrumado quase todas as malas dos dois irmãos. As malas continuavam abertas, apenas aguardando para ver se Inês queria adicionar mais alguma coisa.
Inês deu uma olhada rápida e disse:
— Não falta nada.
— Sra. Jardim, não quer dar mais uma conferida? — perguntou a Sra. Silveira.
— Sra. Silveira, o que você arrumou com certeza é mais do que eu mesma planejaria levar — Inês explicou. — Você sempre acha que está faltando algo. Aposto que até colocou um monte de cremes de mão e xampus aí no meio.
A Sra. Silveira piscou, surpresa, pois era exatamente o que tinha feito. Ela apenas sorriu:
— Vamos jantar, senão a comida vai esfriar.
Após os quatro jantarem, a Sra. Silveira também entrou em recesso. Contudo, a cada dois ou três dias, ela passaria ali para fazer uma limpeza e cuidar das plantas da Família Siqueira.
Dentre as plantas da casa, a que Inês mais valorizava era o vaso de orquídea negra, e por isso fez recomendações extras à Sra. Silveira.
A Sra. Silveira respondeu com um sorriso:
— É melhor deixar que o próprio jovem mestre tome conta dela.
— Pode deixar — assentiu Rodrigo.
Inês sequer teve chance de retrucar.
Como teriam que acordar de madrugada no dia seguinte, Inês e Mike precisavam dormir cedo, então a Sra. Silveira e Rodrigo não se demoraram muito.
Às três e meia da manhã, Inês escovava os dentes no banheiro, com a escova elétrica zumbindo. Após terminar, jogou um punhado de água fria no rosto, finalmente despertando de vez.
Quando saiu do banheiro, o celular na mesa de cabeceira vibrou. Era uma mensagem de Rodrigo:
— Já está pronta?
Inês olhou para a corrida de aplicativo que havia pedido em seu celular e suspirou suavemente, cancelando a viagem e pagando uma pequena taxa pelo cancelamento.
— Quase.
Assim que respondeu à mensagem, a campainha tocou.
Inês, ainda de pijamas e chinelos, foi até a porta e a abriu. Como era de se esperar, quem estava ali era Rodrigo, segurando um café da manhã quentinho.
Rodrigo não tinha vindo apenas trazer o café da manhã, mas também para carregar as malas.
As duas malas grandes estavam abarrotadas e pesadas, mas ainda dentro do limite de peso para despacho.
— Vou me trocar — disse Inês.
— O Mike já acordou?
— Você pode ir chamá-lo?
— Claro. — Rodrigo ergueu a mão para bater na porta de Mike, mas o garoto já estava completamente vestido, com sua mochila preta nas costas. Ele se curvou educadamente: — Bom dia, cunhado.
— Bom dia — respondeu Rodrigo.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...