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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 793

Inês acordou com o calor, sentindo-se como se estivesse presa em uma fornalha apertada, com as mãos e os pés atados.

Ao abrir os olhos, a primeira imagem que viu foi a de Rodrigo.

O braço dele estava apoiado em sua cintura.

A perna dele pressionava a dela.

Sob seu pescoço, o outro braço dele a sustentava.

Não era à toa que, durante os sonhos daquela noite, não conseguira correr de jeito nenhum. A sensação era de paralisia do sono.

Inês o empurrou gentilmente e o chamou:

— Rodrigo.

Rodrigo apenas murmurou algo incompreensível enquanto acordava.

— Hora de levantar. — Ela estendeu a mão para debaixo do travesseiro, encontrou o celular e viu que já eram nove da manhã.

Tinha sido uma noite de sono bastante longa.

— Rodrigo, já são nove horas.

— Hm. — Rodrigo abriu os olhos lentamente. O ar sonolento apagou completamente sua costumeira intensidade implacável, substituindo-a por uma preguiça convidativa e por um repentino hábito de enrolar na cama.

Ao ver que Inês tentava se levantar, ele a puxou de volta para os seus braços com uma de suas grandes mãos e a abraçou firmemente, dizendo:

— Vamos dormir mais um pouco.

Ele parecia uma pessoa completamente diferente do homem calmo e firme que costumava ser.

Inês o olhou, achando graça naquilo.

Rodrigo deu-lhe um beijo no cabelo. De repente, entendeu por que Alice Simões gostava tanto de dormir até tarde. A sensação era, de fato, muito gratificante.

— Não consigo mais dormir. — Inês permaneceu imóvel em seus braços, enquanto as memórias da noite anterior insistiam em repassar na sua cabeça. De súbito, levou a mão ao pescoço, receando que houvesse mais marcas ali.

— Eu não deixei marcas. Todo mundo já sabe que você é minha. — Rodrigo respondeu com os olhos entreabertos.

Isso incluía Abel e Alex, que os haviam seguido na noite anterior.

Inês ergueu o olhar para encará-lo.

— E todos também sabem que eu sou seu. — completou Rodrigo.

Inês esticou a mão para tocar o rosto dele, mas quando alcançou o queixo, Rodrigo recuou o rosto e avisou:

— Está arranhando. Espere eu me barbear.

Foi apenas para que o queixo não a machucasse que ele finalmente se levantou. Sem camisa, seu corpo esguio e musculoso, de ombros largos, ficava à mostra. Ao vestir uma blusa preta de gola alta, seu charme pareceu aumentar ainda mais.

— Tá bom. — Rodrigo sorriu.

Ele a encarou com um olhar tão sério que Inês não teve escolha senão soltá-lo e, a pedido silencioso dele, afastar devagar as pernas.

Seu casaco estava no cabideiro, e as roupas íntimas que ela havia lavado na noite anterior ainda secavam. Tudo o que ela vestia agora era uma camisola de alças finas que havia pescado aleatoriamente na mala.

Com os olhos, Rodrigo pediu que ela levantasse a bainha da roupa. Inês puxou levemente o tecido para cima, acomodando-o sobre as coxas, revelando a pele avermelhada na parte interna.

Estava vermelho de tanto roçar.

Por sorte, a lubrificação rápida evitou que a pele se machucasse.

Mesmo assim, Rodrigo franziu a testa e depositou um beijo suave no local antes de aplicar a pomada.

Inês nunca tinha passado por uma situação como aquela, e em plena luz do dia! O susto foi tão grande que ela quase fechou as pernas em torno da cabeça dele, apressando-se em empurrá-lo.

— Rodrigo, se controle!

Dessa vez, seu rosto estava visivelmente ruborizado.

— Não se preocupe, não tem ninguém olhando. — Rodrigo tentou acalmá-la.

Ele espremeu um pouco da pomada branca e usou os dedos para aplicar com suavidade na área irritada. A sensação gélida realmente aplacou o calor que invadia o corpo de Inês.

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