Após concluir sua prova, Inês marcou de se encontrar com Paulina para um chá da tarde num restaurante. Paulina avisara que levaria consigo um entusiasta profissional de astronomia: o seu ocupadíssimo irmão.
— Inês! — Augusto Ramalho, que passara o trajeto inteiro ouvindo as advertências da irmã, não conseguiu se conter ao vê-la. Com os olhos brilhando intensamente, chamou-a com uma voz suave e animada.
Paulina sorriu, balançando a cabeça, resignada. De fato, as pessoas não deveriam esbarrar com alguém tão deslumbrante assim na juventude.
Antes mesmo de Inês conseguir se levantar, Augusto já estava diante dela, cumprimentando-a novamente, transbordando sorrisos.
— Abaixa a bola, pequeno Diretor Ramalho. — Paulina aproximou-se, batendo de leve com o tablet no peito do irmão.
Afinal de contas, ele já era o presidente de uma empresa com milhares de funcionários; custava ter um pouco mais de postura? O rabo invisível abanando atrás dele já parecia uma hélice de helicóptero diante de Inês.
Augusto deu um sorriso encabulado para a irmã e para Inês, sentando-se logo em seguida, após Paulina tomar o seu lugar.
— Vejam o que gostariam de pedir. — Inês entregou-lhes o cardápio.
— O Augusto é praticamente um fanático por astronomia, talvez possa te dar conselhos bastante úteis. — Como eram amigas, Paulina dispensou as formalidades. Pediu um café e uma sobremesa, empurrando o menu para o irmão enquanto se dirigia a Inês.
— Muito obrigada. — agradeceu Inês, olhando para os dois.
— Do que você gosta? Eu peço para você. — Notando que não havia comida ou bebida na frente de Inês, Augusto arregalou os olhos cintilantes e indagou prontamente.
— Ela não é muito de doces. — advertiu Paulina, com um olhar enviesado para o irmão.
— Eu prefiro coisas apimentadas, pode pedir só para você. — Inês sorriu para Paulina, assentindo de leve com a cabeça.
Em seguida, Augusto questionou minuciosamente sobre os parâmetros do equipamento e os cenários de uso, chegando, por fim, ao orçamento.
— Um orçamento de duzentos mil é suficiente? — Inês pensou por um momento antes de perguntar.
— É um orçamento extremamente generoso. Na verdade, já é o padrão de investimento para um pequeno observatório profissional. Ultrapassa em muito as necessidades de um equipamento portátil comum, você não vai precisar gastar tudo isso. — Augusto ficou um pouco aturdido, deixando escapar um brilho de surpresa nos olhos, antes de responder com sinceridade.
— Ah, entendi. — Inês exclamou baixinho, balançando a cabeça, antes de olhar seriamente para Augusto. — Nesse caso, eu gostaria de uma configuração de altíssima qualidade. Algo assim exige encomenda sob medida? Se sim, quanto tempo levaria para eu ter em mãos?
— É para dar de presente a alguém? — Augusto notou nas palavras dela que o telescópio não seria para uso próprio.
— Sim, um presente de aniversário. — confirmou Inês.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...