Inês não saiu do lugar, esperando pacientemente em silêncio até que ele se secasse, vestisse um roupão e saísse.
Quando Rodrigo abriu a porta e a viu ainda parada ali, ele simplesmente a ergueu e a pegou nos braços.
Inês se agarrou a ele, pendurada como um coala.
Ela nunca havia sido abraçada daquela forma antes. Não achou estranho, mas seu rosto começou a esquentar.
Com uma mão sustentando as coxas dela e a outra acariciando a nuca, Rodrigo fez um carinho suave:
— Está se sentindo melhor?
Inês, com os braços ao redor do pescoço dele, assentiu levemente:
— Estou. Por que você estava tomando banho frio?
Rodrigo parou os passos por um instante:
— Não pergunte.
— Mas eu já perguntei. — Inês retrucou.
Rodrigo engoliu em seco e respondeu com a voz grave:
— Para me acalmar.
Inês apertou um pouco mais os braços ao redor do pescoço dele e disse baixinho:
— Não estou mais passando mal. Já estou bem.
— Não é tão rápido assim, seu corpo ainda está fraco. — Rodrigo a carregou até a cama e a deitou suavemente sobre o colchão.
Inês o observou em silêncio.
Nenhum homem conseguiria manter contato visual com a mulher que amava por mais de cinco segundos sem beijá-la.
Rodrigo não pôde evitar e uniu seus lábios aos dela.
Inês correspondeu ativamente.
O banho frio de pouco antes havia sido um completo desperdício de tempo.
Se um beijo em estado febril e nebuloso já era macio e inebriante, a troca intensa e lúcida de agora era verdadeiramente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça.
Entre um beijo e outro, Rodrigo segurou novamente o queixo de Inês:
— Pense bem. A partir de agora, você será apenas minha.
Inês ergueu o rosto e o respondeu com um beijo.
Depois disso, o controle desmoronou.
Rodrigo já não aguentava mais esperar. Agora que tinha a permissão, sentia vontade de devorá-la por inteiro ali mesmo.
Uma mistura complexa, difícil de descrever.
Mas que ela aceitava com profunda doçura.
Mais tarde, as lágrimas até vieram aos seus olhos. Ela se agarrou com força às costas firmes de Rodrigo, com medo de que seu pequeno barco afundasse nas águas agitadas.
Rodrigo avançava impetuoso, como um cavalo selvagem.
Mas ao beijar a umidade nos cantos dos olhos de Inês, ele se tornava tão suave quanto a terra seca sorvendo a primeira chuva, absorvendo cada gota com ternura.
Ela chamava o nome dele, em sussurros entrecortados.
Ele também chamava o nome dela, com a respiração pesada e profunda.
Mas ele ainda acrescentou:
— Inês, suas lágrimas... me excitam. Mas só gosto que você chore nesses momentos.
— Inês.
— Inês...
Inês perdia os sentidos embalada pela voz dele.
Rodrigo enlouquecia ao som da respiração dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...