Aquele momento de intimidade profunda terminou com os apelos de Inês por clemência.
— Se continuarmos, eu vou acabar morrendo. — Coberta de suor, Inês balançou a cabeça.
Rodrigo sussurrou que isso não aconteceria, mas, ainda assim, parou. Ele se virou, puxando-a para um abraço. A pele suada de ambos se tocava, mas, por estarem com a pessoa que amavam, não havia qualquer aversão; pelo contrário, nascia ali uma sensação de pura plenitude.
Ele abaixou a cabeça e depositou um beijo suave na testa de Inês.
Inês queria avisar que estava toda suada, mas a exaustão a impedia de falar e muito menos de se mover, então apenas deixou que Rodrigo a mimasse.
Quando o dia clareou, ela já havia caído novamente em um sono profundo.
Rodrigo, cheio de vigor, esperou até ouvir a respiração compassada da mulher em seus braços antes de soltá-la. Levantou-se e foi para o banheiro. Durante o banho, notou através do espelho a marca de um arranhão em suas costas.
As unhas de Inês eram bem aparadas e arredondadas, por isso não chegaram a ferir a pele, apenas deixaram um rastro rubro.
Rodrigo não resistiu a olhar várias vezes para a marca. Chegou a pensar que Inês deveria ter colocado um pouco mais de força, marcando-o de uma forma que jamais desaparecesse, gravando nele a prova de que agora pertencia a ela.
Ao sair do chuveiro, Rodrigo trouxe consigo uma toalha umedecida em água quente e torcida, começando a limpar delicadamente o suor do corpo de Inês.
Os cabelos dela também estavam úmidos, grudados no rosto.
Ele ajeitou as mechas com extremo cuidado, revelando a beleza serena de seu rosto, e não se conteve em beijá-la mais uma vez.
Descendo mais um pouco, chegou ao pescoço.
A pele ali estava pontilhada por suas marcas.
Nas pernas, as evidências também eram abundantes.
O sentimento de pena de Rodrigo era genuíno, mas sua excitação também era inegável.
Ele havia deixado o seu próprio selo no corpo de Inês.
Inês era dele.
Somente dele.
Apenas a lembrança daquele pensamento era o suficiente para despertar os seus instintos novamente.
— Sim. Sangramento. — Rodrigo confirmou, consumido pela culpa.
— Há muitas razões para ferimentos durante o ato. Será necessário realizar um exame mais detalhado. — Vitória respondeu com tom profissional.
— Agradeço pelo esforço, doutora. — disse Rodrigo.
Vitória ficou surpresa por um breve momento. Aquele homem não parecia em nada com o Diretor Simões de quem tinha ouvido falar através de seu veterano. A personalidade implacável dele havia acabado de ruir?
Ela cerrou os lábios, optando por não comentar.
Rodrigo guiou a médica para dentro do quarto, sinalizando para que não fizesse barulho. Ele pediu que ela apenas fizesse uma avaliação preliminar para descartar problemas graves; as questões sobre o sangramento íntimo deveriam esperar até que Inês despertasse.
— É apenas exaustão profunda, acompanhada de fraqueza e uma leve desidratação. — Após conduzir o exame com a maior delicadeza possível, Vitória saiu e diagnosticou.
— Ela desmaiou? — Rodrigo, ainda de pé à porta do quarto, olhava fixamente para o pequeno volume sob as cobertas.
— Ela apenas adormeceu. — Vitória negou com a cabeça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...