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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 869

Cláudia já queria ter dito essas coisas para Inês há muito tempo, mas sabia que muitas lições parecem vazias quando apenas faladas. Elas só são compreendidas após a experiência e só se tornam profundas quando geram mudança.

Nesses últimos seis meses, Inês passou pela ruptura do casamento, presenciou a crueldade da natureza humana, mas também encontrou um amor verdadeiro e conheceu pessoas de bom caráter. Sob essa dupla influência, ela se transformou.

Não apenas sua aparência havia mudado, mas o seu interior estava se renovando.

Cláudia sentia um imenso conforto. Embora culpasse Rodrigo da boca para fora, intimamente era grata por ele ter entrado na vida de Inês. O homem que, a princípio, ela esperava que Inês evitasse, acabou trazendo surpresas maravilhosas para a vida da garota.

Inês compreendeu as boas intenções de Dona Cláudia e seus olhos avermelharam-se inevitavelmente. A sensibilidade que antes ela mantinha trancada no peito, agora começava a transbordar.

— O poder do amor não pode ser ignorado. — Cláudia deu tapinhas na mão de Inês. — Mas existem muitos tipos de amor, não se limite apenas ao amor romântico.

— Eu entendo. — Inês assentiu. Agora ela tinha o Rodrigo, tinha amigos e também tinha uma família que compartilhava o seu sobrenome.

Cláudia então disse:

— Certo, não vou te prender para o jantar. Você acabou de se recuperar de uma doença, deveria sair com pessoas da sua idade, despertar novamente as células do seu corpo, e depois se concentrar em terminar esses dois projetos.

Em seguida, sugeriu:

— Sobre a Armadura, você pode continuar pesquisando e aprimorando as versões.

Inês concordou:

— É exatamente o que eu pretendo fazer.

Cláudia sorriu levemente, observando Inês sair. Logo depois, virou-se para o Sr. Vieira:

— Amanhã nós vamos visitar o Ruslan. Quando chegar o Dia de Finados, eu não serei a primeira a visitá-lo e ele com certeza vai reclamar. Aproveitarei para contar as novidades sobre a nossa menina para ele.

O Sr. Vieira começou a organizar os preparativos para a ida ao cemitério no dia seguinte.

Enquanto isso, Inês, já dentro do carro, informou o endereço do Grupo Simões.

Haviam se despedido pela manhã e à tarde ela já sentia saudades de Rodrigo.

Ao lembrar do que o Diretor Simões estava fazendo no escritório naquele exato momento, Esther instintivamente deu um passo para tentar bloquear a porta.

— O Diretor Simões está em uma reunião. — Se fosse qualquer outra pessoa, Esther mentiria sem piscar, mas ali estava Inês, e as duas tinham um bom relacionamento.

E foi justamente por se darem bem que Inês percebeu na hora que ela estava mentindo. Lembrando-se de como Abel também usara seus assistentes para enganá-la diversas vezes, Inês franziu as sobrancelhas e olhou fixamente para o escritório.

— Quem está lá dentro?

Apesar de Inês não ter perguntado se era homem ou mulher, Esther temeu que ela interpretasse mal. Entre preservar a imagem do Diretor Simões e evitar que Inês se machucasse, ela escolheu sem hesitar evitar a mágoa de Inês.

— É o primo do Diretor Simões, o assistente da Diretora Freitas. Eles estão tendo um bate-papo amigável.

Os olhos de Inês se moveram rapidamente:

— O vazamento de informações tem a ver com o Nelson Simões?

Esther apertou os lábios, hesitou por um segundo e assentiu.

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