Entrar Via

Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 881

— Isso é apenas uma parte. Por outro lado, você precisa se esforçar mais. A maneira mais eficaz de manter uma mulher ao seu lado é tratá-la tão bem a ponto de ela não conseguir mais viver sem você — disse Sra. Paz, que concordou plenamente com a atitude do marido e também aconselhou o filho.

Rodrigo assentiu.

Certamente.

— Você não voltou apenas por causa disso, não é? — perguntou Xande.

— A família do seu tio-avô está ficando ousada demais, maquinando como dividir a herança. É melhor você se precaver com antecedência — a expressão de Xande congelou imediatamente após Rodrigo mencionar o assunto de Nelson.

— Pai, eu posso colocar a justiça acima dos laços familiares? — perguntou Rodrigo.

— Não posso te dar uma resposta definitiva. Seu tio é meu irmão de sangue, e Nelson é seu único primo. Os laços familiares estão no meio disso — Xande abriu levemente os lábios, hesitando em responder de imediato, e após refletir por um momento, disse seriamente ao filho.

— Desde que não prejudiquem a saúde física e mental de vocês, eu não vou interferir na forma como vocês lutam.

— Rodrigo, o efeito bagre enfatiza o papel positivo de uma concorrência moderada.

— No entanto, isso se baseia na premissa de que minha esposa e meus filhos não sejam machucados. Afinal, para mim, vocês são tudo.

Rodrigo achou que seu pai estava realmente envelhecendo para começar a dizer coisas tão sentimentais a ele.

— Onde Nelson esteve nesses últimos dois dias? — ele mudou de assunto e perguntou.

— Aproveitando a suspensão que você deu, ele disse que foi visitar a sua tia mais velha — respondeu Sra. Paz.

— Parece que ele não está tentando esconder nada, mas é melhor mantermos a cautela — alertou Xande.

Rodrigo sabia muito bem o que fazer.

Ele passou a noite na antiga mansão e, na manhã seguinte, dirigiu bem cedo para buscar Inês para o trabalho. A bagagem dela foi colocada no porta-malas para que, após o expediente, pudessem ir direto para a Baía da Lua Oculta.

Durante o dia, os guarda-costas já haviam levado Didi e Mumu para lá, e a Sra. Silveira também estava limpando a casa. Ao notar que a decoração da Baía da Lua Oculta já não tinha mais aquele ar frio e impessoal, mas sim uma atmosfera acolhedora, ela não resistiu e tirou uma foto para enviar a Inês.

Quando Inês recebeu a foto, seu coração disparou levemente.

Ela já havia sido casada e morado sob o mesmo teto que Abel por quatro anos. Como era possível que, agora, morar com Rodrigo parecesse a sua primeira vez? Seu coração não parava de palpitar, e a expectativa transbordava dentro de si. Ela mal podia esperar pelo fim do expediente.

Rodrigo segurava a mala de Inês com uma mão e a mão dela com a outra.

Inês, por sua vez, carregava nos braços o vaso de orquídea que Rodrigo lhe dera.

Ao saírem do carro, Rodrigo começou a guiar Inês pelo estacionamento. O lar deles ficava no décimo segundo andar.

Era um apartamento de andar inteiro com vista para o rio, contando com um elevador privativo, sendo a única residência daquele piso.

O hall do elevador era forrado com um tapete antirruído. Ao lado, havia uma sapateira que, no momento, continha apenas chinelos, sem nenhum outro calçado.

— Vamos configurar sua impressão digital mais tarde. A senha tem oito dígitos, 54264524 — informou Rodrigo.

Uma sequência de números que parecia totalmente aleatória.

Rodrigo ergueu levemente o queixo, indicando para que ela digitasse a senha. Com um bipe, a fechadura se abriu.

Assim que Inês deu o primeiro passo para dentro, pareceu acionar algum mecanismo. Uma chuva de pétalas de rosas, vermelhas, amarelas e cor-de-rosa, caiu do teto. Didi e Mumu correram em sua direção, saltitando alegremente ao seu redor.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim