A sala de estar era espaçosa e iluminada, adornada com plantas verdes, uma vista deslumbrante do rio e tomada por um aroma delicioso de comida fresca.
O cheiro deixou Inês com água na boca. Ela caminhou até a sala de jantar, onde a mesa ficava perto da janela, oferecendo uma visão panorâmica do rio. O céu do entardecer estava pintado com tons alaranjados e suaves raios de luz.
Todos os pratos estavam devidamente cobertos, deixando claro que a Sra. Silveira havia calculado o tempo perfeito para cozinhar e foi embora antes que eles chegassem.
Rodrigo guardou a mala de Inês no closet, caminhou até a sala de jantar e encostou-se levemente no batente da porta em arco branco.
— Lave as mãos antes de comer.
— Está bem — Inês semicerrou os olhos, virando-se para Rodrigo com um sorriso muito mais largo do que o habitual.
Aquele sorriso acertou Rodrigo em cheio no coração.
Ele observou Inês se aproximar. Ela pegou a mão dele, e os dois lavaram as mãos juntos na pia. A espuma branca e um perfume suave envolveram as mãos de ambos.
Morar com Inês era ainda mais maravilhoso do que ele havia imaginado.
Embora fosse inoportuno pensar no ex-marido de Inês, naquele momento Rodrigo não pôde deixar de amaldiçoar Abel por ter sido um idiota ingrato, ao mesmo tempo que se parabenizava por ter chegado depois e ficado com a melhor parte.
Ele entendia cada vez mais por que seu pai gostava tanto de passar o tempo a sós com a sua mãe. Mesmo quando não faziam nada de especial, apenas estar no mesmo espaço e compartilhar momentos triviais já era perfeito.
— Hum? — murmurou Inês, que notou que Rodrigo ainda não havia enxaguado a espuma de suas próprias mãos, erguendo o olhar para o homem através do espelho.
Rodrigo enxaguou as mãos, secou-as na toalha e, no segundo seguinte, agarrou a cintura de Inês, levantando-a para sentar na bancada da pia antes de beijá-la intensamente.
Toda vez que tocava os lábios de Inês, ele sentia vontade de devorá-la, agindo quase sempre com uma certa avidez.
Porém, o clima daquele momento era tão leve e maravilhoso que ele optou por um beijo terno e suave.
O beijo se aprofundou até que as respirações ficassem ofegantes e seus corações batessem descompassados.
— Vamos comer primeiro — Rodrigo a pegou no colo sem esforço, carregando-a até a sala de jantar e colocando-a sentada na cadeira.
Geralmente, casais sentavam-se frente a frente, mas Rodrigo não gostava muito disso. Inconscientemente, ele puxou sua cadeira para o lado de Inês e sentou-se bem pertinho dela para jantarem juntos.
Didi e Mumu vez ou outra se aproximavam, rodeando os dois com uma agitação visível.
— Vá logo até a delegacia tirar o seu amigo de lá — retrucou Alex.
Douglas pareceu ter enlouquecido de repente. Ele procurou Abel, deu-lhe um soco que o derrubou no chão e, como se não bastasse, subiu em cima dele e continuou a esmurrá-lo.
Ele até usava máscara e luvas, o que lhe conferia a aparência de um criminoso perigoso. Alguém por perto chamou a polícia e Douglas foi detido.
— ... — Bryan ficou em silêncio.
— Se você não for tirá-lo de lá, ele vai passar a noite atrás das grades — alertou Alex.
Bryan adivinhou quase imediatamente o motivo. Ele desligou e voltou para a mesa.
— Se tem algo a resolver, pode ir. Eu termino aqui e volto sozinha. Fique tranquilo, eu com certeza direi a eles que o nosso jantar foi maravilhoso — disse Paulina.
Bryan explicou o que precisava fazer.
Ao ouvir que Douglas havia ido parar na delegacia, os lábios de Paulina se curvaram ligeiramente. Achando que as boas notícias deveriam ser compartilhadas com os amigos, ela enviou uma mensagem contando tudo a Inês.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...