Aella suspirou, com o tom calmo, porém firme: “Sayer, estou falando a verdade. Não fica chateado. Você não é páreo para ele.”
O rosto dele se contraiu de irritação. As sobrancelhas se franziram, e as palavras saíram afiadas:
“Estamos em Euravia, Aella. Este é território dos Locke. Talvez eu não consiga vencê-lo sozinho, mas posso muito bem chamar meu pessoal e mandar baterem nele.”
Ela lhe deu um abraço rápido. “Esquece ele. Quando voltar para Vleka, te levo para comer um churrasco.”
Sayer a apertou com força, como uma criança mimada, sua voz estava abafada contra o ombro dela. “Aella, quero ir com você.”
Do outro lado da rua, dentro de um carro preto elegante, Zera os observava pela janela. A voz dela era suave, mas suas palavras eram afiadas: “Tyrone, por que sua esposa está abraçando outro homem ali fora?”
Ela sabia exatamente quem Sayer era, mas fingiu não saber.
Os olhos de Tyrone escureceram. Ele encarou diretamente as duas figuras agarradas na calçada.
A voz saiu calma e controlada: “Pare o carro.”
O motorista encostou suavemente no meio-fio. Assim que Tyrone saiu, Aella entrou no carro esportivo de Sayer.
A voz de Zera se tornou mais aguda, carregada de falsa inocência. “Sua esposa não veio a Euravia só para encontrar o senhor Locke, veio?”
Tyrone olhou para ela uma única vez. Seu rosto permaneceu inexpressivo. Mas ele não respondeu.
Quando voltaram ao hotel, ele e Zera seguiram caminhos separados.
Dentro do quarto, Zera andava de um lado para o outro, com seu coração disparado.
Mais cedo naquela noite, ela e Tyrone tinham participado de um leilão internacional de alto nível. Ele havia gasto mais de cem milhões para arrematar um pingente de esmeralda imperial de primeira linha.
Quanto mais pensava nisso, mais se convencia de que era para o aniversário do filho dela. Só podia ser por isso que havia comprado a joia.
...
Mais tarde, quando Tyrone bateu à porta de Aella com a caixa nas mãos, descobriu que ela já tinha feito o check-out para voltar pra casa.
Ele pegou o celular e ligou para seu assistente: “Noel, prepare o avião. Vamos sair hoje à noite.”
...
Quando Aella desembarcou de volta em Vleka, o feriado ainda não tinha terminado. Uma garoa leve caía do céu cinzento.
A primeira coisa que ela fez foi ir direto ao hospital para um check-up completo.
Depois do expediente, ficou um tempo conversando com Daniel no consultório. Quando saiu, o céu já estava escuro.
Através da chuva, ela viu Tyrone caminhando em sua direção com um guarda-chuva.
Ela congelou no lugar, tinha voltado a pouco tempo, e lá estava ele.
Quando ele chegou?
“A chuva está ficando mais forte, deixa eu te acompanhar até o estacionamento”, Tyrone disse suavemente.
Aella hesitou por um instante, depois concordou.
Ela ainda estava se recuperando do aborto. Pegar um resfriado agora seria a última coisa de que precisava.
Eles caminharam lado a lado em silêncio. Tyrone inclinou o guarda-chuva para o lado dela, enquanto o próprio ombro e a manga logo ficavam encharcados.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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