Aella disse em tom firme: “Não fiz nada de errado. Quem deve ir embora não sou eu.”
Ela olhou para Zera, encharcada e destruída à sua frente. Seus olhos estavam calmos. Sem hesitar, virou-se e foi embora.
É caindo que se aprende a levantar.
Ela viveria com brilho. Viveria livre.
Mesmo que as pessoas que a machucaram estivessem ao alcance de suas mãos, ela nunca mais permitiria que se aproximassem dela.
Do outro lado da rua, um carro preto estava parado sob a chuva. O vidro escuro desceu lentamente.
O olhar de Tyrone acompanhou a silhueta de Aella até ela desaparecer na escuridão.
Brad, sentado ao lado dele, apontou para Zera, ajoelhada na chuva.
“Sei que você se sente mal, a Aella já foi embora. Pode muito bem sair e consolar sua pobre amante.”
Tyrone acendeu um cigarro, com seu tom indiferente: “Não precisa ser sarcástico. Mantive a Zera por um motivo.”
Brad inclinou a cabeça, observando-o. “Você mudou. Não esperava que estivesse pensando tão longe.”
Tyrone segurou o cigarro entre os dedos, observando Zera através da fumaça e da chuva.
“Eu e a Aella estamos vivendo separados, não crie confusão”, disse em voz baixa.
Brad sorriu de canto. “Se a Zera causar um problema de verdade, você vai entregá-la com as próprias mãos?”
Tyrone virou o rosto.
“A lei traça um limite. Ninguém cruza. Nem ela. Nem ninguém.”
Brad riu. “Pode falar de justiça o quanto quiser, isso não muda os fatos. No dia em que a Aella encerrou aquela gravidez sem te contar, ela já tinha te arrancado do próprio coração.”
Os olhos de Tyrone perderam o brilho. Uma dor profunda cintilou neles.
“As pessoas erram, ainda somos jovens. Acredito que ainda podemos concertar as coisas”, ele disse em tom baixo.
Brad apertou os lábios, sem saber o que responder.
Do outro lado da rua, Zera entrou em um táxi, com o celular colado ao ouvido.
Brad apontou. “Para onde ela vai a essa hora?”
“Vamos segui-la.”
Eles a acompanharam pelas ruas vazias, da estação até o apartamento que Tyrone havia providenciado para ela no passado.
Zera desceu do carro ao lado de um homem. Os dois passaram apressados pelo portão. Brad se recostou no banco e assobiou. “Sua amante levando outro homem para casa. Não vai subir para conferir?”
Tyrone lançou um olhar frio para ele e ligou para Noel. “Puxa as imagens”, disse.
Brad deu de ombros e o acompanhou de volta ao condomínio.
Quando o elevador abriu no nono andar, Raine apareceu encostada na porta, com seus olhos semicerrados, e corpo oscilando. Os dois trocaram um olhar.
Tyrone estendeu a mão para segurá-la. “Por que está aqui fora no meio da noite?”
Raine ergueu o rosto.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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