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De esposa descartada a rainha romance Capítulo 246

Aella disse em tom firme: “Não fiz nada de errado. Quem deve ir embora não sou eu.”

Ela olhou para Zera, encharcada e destruída à sua frente. Seus olhos estavam calmos. Sem hesitar, virou-se e foi embora.

É caindo que se aprende a levantar.

Ela viveria com brilho. Viveria livre.

Mesmo que as pessoas que a machucaram estivessem ao alcance de suas mãos, ela nunca mais permitiria que se aproximassem dela.

Do outro lado da rua, um carro preto estava parado sob a chuva. O vidro escuro desceu lentamente.

O olhar de Tyrone acompanhou a silhueta de Aella até ela desaparecer na escuridão.

Brad, sentado ao lado dele, apontou para Zera, ajoelhada na chuva.

“Sei que você se sente mal, a Aella já foi embora. Pode muito bem sair e consolar sua pobre amante.”

Tyrone acendeu um cigarro, com seu tom indiferente: “Não precisa ser sarcástico. Mantive a Zera por um motivo.”

Brad inclinou a cabeça, observando-o. “Você mudou. Não esperava que estivesse pensando tão longe.”

Tyrone segurou o cigarro entre os dedos, observando Zera através da fumaça e da chuva.

“Eu e a Aella estamos vivendo separados, não crie confusão”, disse em voz baixa.

Brad sorriu de canto. “Se a Zera causar um problema de verdade, você vai entregá-la com as próprias mãos?”

Tyrone virou o rosto.

“A lei traça um limite. Ninguém cruza. Nem ela. Nem ninguém.”

Brad riu. “Pode falar de justiça o quanto quiser, isso não muda os fatos. No dia em que a Aella encerrou aquela gravidez sem te contar, ela já tinha te arrancado do próprio coração.”

Os olhos de Tyrone perderam o brilho. Uma dor profunda cintilou neles.

“As pessoas erram, ainda somos jovens. Acredito que ainda podemos concertar as coisas”, ele disse em tom baixo.

Brad apertou os lábios, sem saber o que responder.

Do outro lado da rua, Zera entrou em um táxi, com o celular colado ao ouvido.

Brad apontou. “Para onde ela vai a essa hora?”

“Vamos segui-la.”

Eles a acompanharam pelas ruas vazias, da estação até o apartamento que Tyrone havia providenciado para ela no passado.

Zera desceu do carro ao lado de um homem. Os dois passaram apressados pelo portão. Brad se recostou no banco e assobiou. “Sua amante levando outro homem para casa. Não vai subir para conferir?”

Tyrone lançou um olhar frio para ele e ligou para Noel. “Puxa as imagens”, disse.

Brad deu de ombros e o acompanhou de volta ao condomínio.

Quando o elevador abriu no nono andar, Raine apareceu encostada na porta, com seus olhos semicerrados, e corpo oscilando. Os dois trocaram um olhar.

Tyrone estendeu a mão para segurá-la. “Por que está aqui fora no meio da noite?”

Raine ergueu o rosto.

Ela estava descansando, com uma manta fina sobre as pernas. Ele colocou uma marmita sobre a mesa.

Aella se sentou e olhou para ele. “O que você quer?”

Tyrone se agachou diante dela.

“Minha mãe está doente. Pode ir comigo para vê-la?”, disse em voz baixa.

Aella hesitou por um instante, depois concordou.

A tensão no rosto de Tyrone diminuiu. “Te busco depois do trabalho”, disse.

Aella balançou a cabeça. “Vai na frente. Eu vou sozinha.”

O olhar dele permaneceu nela.

Ele ficou em silêncio por um momento antes de dizer: “Então descansa um pouco. Vou te esperar na mansão Winter.”

Ele ajeitou a manta sobre os joelhos dela, com movimentos lentos e cuidadosos, depois se levantou e saiu.

...

Naquela noite, Tyrone voltou para a mansão Winter.

Mandou os chefs prepararem todos os pratos favoritos de Aella e passou a andar de um lado para o outro diante da janela, observando a chuva.

Quando o mordomo viu o carro de Aella entrando pelo portão, Tyrone pegou um guarda-chuva e saiu para encontrá-la. O mordomo idoso o observou caminhar para dentro da chuva e soltou um longo suspiro silencioso.

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