Às três da tarde, no escritório do CEO do Grupo Winter.
Noel bateu à porta e entrou, colocando dois convites sobre a mesa de Tyrone.
— Sr. Winter, o Sr. Wachowski, da Goldilock Investments, está organizando um baile beneficente e fez questão de convidar o senhor para ir acompanhado da Srta. Raine.
Nesse momento, Raine bateu à porta e entrou; Noel foi preparar chá.
Tyrone se levantou. — Por que não foi ao campus hoje?
Raine afundou na cadeira executiva, com o rosto emburrado.
— O vovô está me obrigando a aparecer nesse baile dos Wachowski. Falei uma coisa e o papai já me deu bronca. O John me persegue há três anos e não desiste. Tyrone, pensa em alguma coisa—rápido.
Os dedos longos de Tyrone tamborilaram na mesa. — O vovô já deu a palavra aos Wachowski. Se faltar, vai pegar mal. Vá, apareça, e acabe logo com isso.
Raine saltou da cadeira. — Você sabe muito bem o que o vovô quer com esse convite. Está mesmo tranquilo em me deixar ir sozinha?
Tyrone deslizou os dois convites para ela. — Se não quer que o vovô arrume um noivo pra você, se antecipe—escolha alguém que realmente goste e resolva por conta própria.
— Arranjar um homem não é como comprar uma bolsa. Não é tão simples!
Furiosa, Raine agarrou os convites e saiu.
Noel a acompanhou até a porta e voltou. — Sr. Winter, está mesmo tranquilo em deixar a Srta. Raine ir?
Tyrone baixou os olhos. — Toda força encontra seu par. Alguém vai acompanhá-la.
Sua irmã se recusava a enxergar o que estava diante dela—chamava Brad de "irmãozão" como se isso resolvesse tudo. Brad, com medo de estragar a amizade, nunca teve coragem de se declarar.
Na vida passada, Tyrone deixou as coisas "seguirem seu curso", e os dois ficaram nesse impasse até o fim. Ele morreu sem ver os dois felizes juntos.
Aella lhe contou que, depois de sua morte, Brad cuidou de sua irmã e dos pais, fazendo mais por eles do que qualquer um imaginava.
Raine passou a ver Brad como seu único apoio.
Brad era o amigo mais verdadeiro de Tyrone—e o melhor destino para sua irmã.
Desta vez, Tyrone daria um empurrão. Queria vê-los juntos—de verdade.
Naquela noite, quando Tyrone chegou em casa, Brad apareceu à porta.
Tyrone, vestindo um conjunto escuro, sentou-se no sofá e serviu uma bebida para Brad.
Brad se jogou, inquieto.
Pegou o copo e resmungou:
— Não finge que não sabe o que aquele Wachowski quer. O que tem de tão especial nesse baile beneficente?
Tyrone respondeu com preguiça:
— Seja o que for, o rapaz dos Wachowski ainda é seu primo. Cuidado com o que diz.
Brad quase engasgou, engoliu com dificuldade e largou o copo. O rosto ficou sério.
— Minha família está me empurrando para um noivado—trouxeram a garota pra casa sem avisar. Já estou no limite, não me sobrecarregue. Leva a Raine no sábado.
Tyrone girou o vinho devagar no copo. — Tudo bem. Se estiver ocupado, deixe que ela vá sozinha.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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