Olívia Bianchi -
Fiquei completamente assustada com a forma em que Archie havia dito aquilo, mas eu o segui, cumprindo com o que havia o prometido.
Entramos no carro e só paramos quando chegamos em um enorme prédio todo envidraçado. Eu não sabia que ele tinha um escritório só dele. – Pensei.
Descemos do carro e olhei para cima encarando a altura do lugar; havia no mínimo quinze andares ali. – Pensei mentalmente tentando os contar com os olhos.
—O que foi? Tem medo de altura? – Disse ele se aproximando de mim, mantendo-se atrás. Ele então apontou basicamente para o último andar, me fazendo olhar na direção de seu dedo. —É lá que fica o meu escritório!
—Eu não fazia ideia de que...- Comecei a falar, me contendo em seguida. Era mais um pensamento alto que saiu do meu controle.
Ele então soltou um riso indescritível.
—Vamos! – Disse ele caminhando para a entrada do lugar.
Assim que passamos pelas portas de vidro, dois homens de preto e de corpo robusto vieram ao nosso encontro.
—Senhor Simons! – Disseram eles se curvando.
—Ela é a minha convidada. Não deixe mais ninguém além de Dylan entrar. – Disse ele dando uma ordem, fazendo os homens balançarem a cabeça assentindo.
Fomos até os elevadores e assim que passamos pelas portas metálicas me surpreendi ao ver Archie tão humano.
Ele desfez o nó da gravata e abriu alguns botões da camisa, ficando mais à vontade.
E de repente, um respirar forte partiu dele, inebriando meus sentidos. Por que aquilo ainda parecia tão familiar?
Alguns flashes da noite anterior havia surgido em minha mente, mas nada conclusivo. Era mais como o cheiro do perfume encorpado e delicioso, o timbre rouco em forma de gemidos e braços fortes com veias pulsantes me segurando.
—Droga! – Resmunguei virando o rosto para o outro lado o ouvindo se dirigir a mim.
—O que disse? – Perguntou Archie me deixando em transe.
—Nada. Só pensei alto! – Respondi saindo primeiro ao ver as portas serem abertas, mesmo sem fazer ideia de para onde ir.
E então, meu pulso foi segurado e fui guiada para o lado oposto. Assim que passamos pela porta, ele acendeu a luz e caminhou até a mesa dele para se sentar.
—Por favor, sente-se! – Disse ele apontando para a cadeira a frente.
Caminhei até lá e me sentei o olhando enquanto tentava esconder o meu nervosismo. Acho que ele notou, já que se encostou na poltrona e me encarou, erguendo as mangas da camisa.
Não tinha como ele parecer mais sensual! – Pensei, mas me enganei.
Archie abriu a gaveta e tirou um óculos os colocando em seguida para mexer em seu notebook.
—E então, quais suas condições?
—Quartos separados! – Respondi direta sem nem mesmo pensar antes, vendo-o me olhar surpreso.
Jurava ter visto um sorriso no canto dos lábios daquele homem.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.