As palavras de Dona Helena deixaram o rosto de Valentina variando entre o vermelho e o branco.
Beatriz se irritava só de ouvir o nome de Sheila.
— Mãe, eu até acho que a Valentina e o Helder combinam bastante. No futuro eles vão acabar juntos, é só uma questão de tempo. A Sheila que não se manca e fica se agarrando no Helder.
— Não.
— Que absurdo.
Helder e Dona Helena falaram ao mesmo tempo.
Assim que a velha senhora começou a repreender Valentina, Helder já havia afastado o braço discretamente.
— Eu e a Valentina sempre seremos apenas cunhados, não haverá outro tipo de relação.
Valentina não esperava que Helder dissesse aquilo e ficou pálida.
O rosto de Beatriz corou de raiva na hora.
Dona Helena ficou surpresa por um momento, mas sorriu ao ver a atitude do neto.
— Valentina, você escutou? Tenha senso de limites.
Depois, apontou para Beatriz: — A Valentina ainda é jovem e não sabe das coisas, mas você não é velha, e já está senil? Os dois são águas passadas. E você, como sogra, não tem compostura.
Em vez de pensar em como ajudar o casal do Helder a ter uma relação de marido e mulher normal, fica aqui causando problemas e atrapalhando. Se no futuro ainda quiser ser a matriarca dos Cavalcanti, sugiro que reflita sobre si mesma primeiro.
Esse discurso tirou de Beatriz a coragem de ter qualquer ataque de raiva.
— Chega, saiam todos. Está na hora do jantar e eu estou com fome.
Dona Helena saiu, amparada pela empregada.
Onde ela estava sentada havia um livro deixado para trás.
Helder deu uma olhada rápida e pegou o livro para ver.
Vendo isso, Dona Helena ficou ansiosa e o arrancou da mão dele.
— Não mexa nas coisas de uma velha senhora. Que falta de respeito.
A matriarca agarrou o livro com força, como se quisesse escondê-lo.
O olhar de Helder escureceu um pouco.

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