Sheila ignorou Helder e subiu as escadas.
Voltando para o quarto, fechou a porta e conferiu se estava bem trancada.
Depois disso, finalmente suspirou aliviada.
Cherry mandou uma mensagem para ela à noite.
[Valentina não tomou nenhuma atitude.]
Os lábios de Sheila se curvaram. A falta de atitude significava que ela estava depositando as esperanças em Helder.
Ele não a tinha acabado de ameaçar lá embaixo?
Valentina também era mãe.
Não bastava a criança apanhar e ser oprimida, ainda teria que ser exposta ao público para ser criticada.
Que mãe suportaria isso?
[Certo.]
Adiantava fingir que nada estava acontecendo?
Mesmo que Helder fosse muito poderoso, havia sido uma transmissão internacional ao vivo e diante de toda a mídia global, Helder não seria capaz de salvá-la.
Por todo o estresse e humilhação daqueles dias, ela exigiria que Valentina pedisse desculpas à sua Lívia perante a mídia e o público.
No dia seguinte, assim que Sheila chegou à empresa, Gabriel foi procurá-la.
— O Prof. Álvaro Mendes nos convidou para jantar.
Ele viu que a aparência dela continuava tão boa quanto de costume. Dias atrás, ele temia que o assunto de Helder e Valentina afetasse o humor dela, mas agora não parecia haver motivo para preocupação.
Sheila ficou confusa: — Por que o Prof. Álvaro Mendes nos convidou?
Ela pensou que o professor estivesse muito ocupado, sem tempo para compromissos sociais.
Aquele velho tentava se aproximar constantemente, e ela estava exausta de lidar com ele, sem muita vontade de ir.
— Não se esqueça de que você reconheceu o Prof. Álvaro Mendes como o seu mestre da última vez. Deveríamos tê-lo convidado quando voltamos.
Para não ser indelicada com Gabriel, Sheila concordou.
Saindo do escritório de Sheila, Gabriel viu como ela estava focada no trabalho e balançou a cabeça. Um sorriso difícil de esconder apareceu em seus lábios.


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