Dr. Pedro Costa o encarou com desdém: — Se Valentina não tivesse se encontrado comigo, eu nunca aceitaria a parceria da Grupo Solaris.
A sua intenção era clara: ele não daria respeito a Helder.
— Eu não vou desistir da Valentina. A família Cavalcanti não pode deixá-la ser uma viúva tão jovem.
Helder tomou um gole de bebida e retrucou todas as palavras de Pedro com apenas uma frase: — Fique à vontade.
A expressão dele deixava claro que não dava a mínima para Pedro.
Pedro ficou furioso e apertou o peito.
Helder franziu a testa, imaginando que cena Pedro queria armar numa ocasião tão importante com uma simples frase.
— Hel-Helder...
Ele olhou de novo na direção de Valentina, como se buscasse ajuda.
No fim, Pedro desabou e Helder percebeu que havia algo errado de fato.
Enquanto sacava o celular para fazer uma ligação, ouviu uma voz familiar.
— Senhor, se estiver com dor, morda minha mão, não tente resistir...
Sheila foi até lá correndo o mais rápido possível e Gabriel a acompanhou.
Ele não sabia que Sheila entendia de primeiros socorros.
— O que aconteceu com o Sr. Costa?
Sheila examinou os sintomas e respondeu: — Foi uma crise epiléptica.
Gabriel puxou a mão dela e enfiou o próprio punho na boca de Pedro, deixando que o mordesse com força sem dar um pio.
Sheila prestou os primeiros socorros e ligou para a ambulância.
Valentina continuava discursando com empolgação do outro lado. Ela não havia ignorado a confusão ali, apenas não se importava.
Até o som das sirenes se aproximar, ninguém dedicou qualquer atenção a Pedro.
Pedro foi colocado na ambulância, e Sheila segurou a mão de Gabriel, onde havia marcas de dentes, sentindo-se muito mal.
— Gabriel, sua mão está machucada, vá ao hospital cuidar disso, eu te acompanho.
Gabriel sacudiu a cabeça: — Você fica, a exposição da empresa é mais importante.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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