Valentina não contestou as palavras de Cecília nem de Renata.
Afinal, eram pessoas casadas há anos, e o que diziam só podia ser verdade.
Sem Sheila, sumiam os parâmetros de comparação.
Agora Helder tinha apenas uma mulher ao lado e no coração. E como ultimamente ela andava muito focada no robô de inteligência artificial do Grupo Solaris.
Ao realizar a reestruturação e a otimização dos departamentos, acabou negligenciando Helder.
A ida dele ao Grupo Cavalcanti podia ser muito bem um protesto silencioso por causa da falta de tempo dela.
Valentina decidiu que precisava ir confortá-lo.
Embalada pelo consolo das duas mulheres, Valentina já havia bolado um plano em mente.
Ela abriu um leve sorriso.
— Mãe, Renata, já sei o que fazer.
O retorno do sorriso ao rosto de Valentina deixou as duas tranquilizadas.
Cecília não suportava ver Valentina injustiçada.
Como mãe de Sheila, achou que era seu dever e obrigação dar um aviso a ela.
Se já se divorciara de Helder e até recebera os papéis, não havia motivo para Sheila continuar perturbando-o.
Sem o título de Sra. Cavalcanti, Sheila não é nada mais do que uma mulher que tenta trazer de volta o que já não lhe pertence.
Quanto à Família Ferraz, Cecília achava necessário fazer uma visita para explicar exatamente quem Sheila era de verdade.
Para que a Família Ferraz mudasse de lado e parasse de protegê-la.
Afinal, a Família Ferraz detinha status na política e nos negócios, não podiam sujar o próprio nome só para dar cobertura a Sheila.
Ela estava fazendo isso pelo bem da Família Ferraz.
Cecília não perdeu tempo.
No dia seguinte.
A Sra. Cecília Valente se maquiou e vestiu-se bem, mandou o motorista dirigir o Cullinan que Helder dera a Valentina, e foi ao encontro da Família Ferraz cheia de pompa.
O carro parou na entrada da Mansão Ferraz. Cecília espiou os guardas de plantão perto do avô Arnaldo e ficou ainda mais incomodada.


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