— Renata, estou viajando com as senhoras, não me procure se não houver emergência. Vou trazer um presente para você quando voltar.
Ao ouvir a voz da mulher, Renata perdeu a desconfiança.
— Ah, cunhada, eu só estava preocupada com você. Não é à toa que também não vi a Valentina esses dias, ela viajou com você.
Após algumas perguntas de fachada, ela desligou.
Mas no fundo, Renata ficou irritada porque as duas viajaram sem ela. Elas nunca a trataram como alguém da família de verdade.
Valentina saiu da visita a Cecília, e o celular dela continuava mudo.
Ela olhou para o nome de Helder na lista de contatos, hesitou por alguns segundos e resolveu guardar o aparelho.
De todo modo, ela só podia esperar.
Duas horas depois, a ligação de André chegou.
Apesar de não ser Helder, ele pelo menos não tinha esquecido o que havia prometido na noite anterior.
— Sra. Cavalcanti, o Sr. Cavalcanti pediu para que a senhora explicasse os detalhes do ocorrido, para ver no que ele pode ajudar.
Ao ouvir as palavras do assistente, o coração de Valentina afundou.
Ele ainda queria que ela explicasse os detalhes.
— Minha mãe foi até a Mansão Ferraz. Deve ter rolado um mal-entendido e ela foi processada por insultar o antigo líder.
Valentina não estava por dentro de todos os detalhes, então apenas repassou tudo o que Cecília lhe dissera.
Depois de escutá-la, André respondeu.
— Eu passarei as informações para o Sr. Cavalcanti e entro em contato assim que houver alguma resposta.
Valentina travou.
Como assim o André ia entrar em contato com ela de novo?
E o Helder, no que ele estava tão ocupado afinal?
Ela perdeu a paciência.
Ela chamou um táxi e foi direto para o Grupo Cavalcanti.
As pessoas de lá a cumprimentaram ao vê-la.
Valentina retribuiu o sorriso a cada um deles. André acabou de sair da sala de Helder e não esperava encontrá-la ali.
— O Sr. Cavalcanti está?
Como ela já estava na área, ele nem pensou em mentir descaradamente.

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