Ele agiu por impulso, querendo humilhar Gabriel Ferraz, e se esqueceu de que a amnésia de Sheila Valente poderia ser verdadeira.
A bajuladora de seus cinco anos de casamento poderia realmente ter desaparecido, substituída por uma mulher cheia de mistério e completamente indiferente a ele.
— Se tem algo a dizer, diga. Já te falei para não encostar em mim.
Helder Cavalcanti zombou das palavras de Sheila.
— Você é minha esposa.
Sheila cruzou os braços, olhando para ele com graça.
— Eu não sou sua esposa, Sr. Cavalcanti. Poupe-me. Fale logo, não quero que ninguém veja e entenda errado.
Helder se aproximou dela. O canto da boca de Sheila se curvou num sorriso perverso, e uma taça de vinho tinto voou contra o rosto dele.
Ele foi pego de surpresa. Suas roupas e seu rosto ficaram cobertos de manchas de vinho.
Sheila de repente aumentou o tom de voz. Um garçom passou e ela o chamou: — Por favor, leve o Sr. Cavalcanti para se limpar. A roupa dele sujou de vinho.
O garçom se aproximou imediatamente. Helder já chamava atenção por natureza, e como os movimentos de Sheila foram bruscos, muitas pessoas começaram a olhar.
Por coincidência, Gastão Barreto também havia chegado.
Sheila não conhecia Gastão, mas Helder sim.
Ao lado de Gastão estavam Leonardo Rocha, Arthur Mendes e outros.
Arthur viu Sheila e foi o primeiro a cumprimentar.
— Diretora Valente...
O plano de Helder de ficar a sós com Sheila foi por terra.
Arthur guiou Gastão até Sheila, fazendo as apresentações.
— Comissário Barreto, esta é a irmã de coração do Sr. Ferraz, Sheila Valente, e também Vice-Presidente do Grupo Zenith.

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