— Madrinha...
Sabendo que Sheila queria recusar, a Sra. Ferraz cortou o pensamento dela.
— O Gabriel também irá amanhã, não faça cerimônia conosco. O Theo é da nossa família Ferraz, eu, como avó, compro qualquer coisa para ele de boa vontade. Não recuse.
Gabriel se aproximou para convencer: — Este é um gesto de carinho da minha mãe para o próprio neto. Se fizer cerimônia, é porque não nos considera da família.
Sheila só pôde ceder.
Helder ficou sentado em silêncio na empresa por um dia inteiro. Ao anoitecer, uma ligação entrou.
Helder atendeu, e uma voz feminina fria soou.
— Comandante Cavalcanti?
— Escritório da presidência, octogésimo oitavo andar, André Soares vai te buscar.
Sem palavras extras, Helder ficou esperando.
A mulher usava roupas justas e imponentes. Quando André a conduziu para dentro do Grupo Cavalcanti, todos os funcionários não paravam de olhar para ela. Seus longos cabelos negros caíam soltos pelas costas. Seus passos rápidos pareciam calculados, cada movimento era perfeito e preciso.
O rosto limpo não tinha qualquer impureza.
Lábios finos e um olhar cortante como uma lâmina. Mesmo sendo bonita, todo o seu corpo transmitia uma sensação de perigo, como se chegar perto dela pudesse machucar alguém. Um só olhar fazia as pessoas darem um passo para trás.
Ela foi guiada por André até o escritório de Helder. Helder segurava um cigarro na boca, o rosto escondido nas sombras, apenas com as linhas do rosto tensas, demonstrando uma hostilidade perigosa.
A mulher foi até Helder e fez uma saudação militar padrão.
— Comandante Cavalcanti, Jade Montenegro se apresentando.
Helder apagou o cigarro que segurava e olhou para ela com olhos frios.
— A missão desta vez é diferente das anteriores.
Os belos olhos de Jade não tinham temperatura, ela claramente não deu importância à missão mencionada por Helder.
Enfrentando a vida e a morte por muitos anos na Unidade Sigma, ela nunca planejou voltar viva a cada missão que assumia.
— Certo.
Vendo que Jade não fez perguntas, Helder ergueu a sobrancelha: — Não quer saber qual é a missão?
Jade olhou para Helder friamente: — Não importa.
Helder não disse mais nada e empurrou o celular.
Jade deu uma olhada, com a voz muito indiferente: — Você quer que eu o mate?
O olhar de Helder esfriou ao extremo: — Quero que faça ele se apaixonar por você.

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