Quando Valentina deu o lance de oitocentos milhões, todo o salão entrou em alvoroço. Quase ninguém, nem o leiloeiro, reconhecia Valentina, até que alguém lembrou a plateia que ela era a esposa da família Cavalcanti e também a chefe do Grupo Solaris.
Todos olharam para ela com estranhamento, e alguns duvidavam que ela tivesse direito de estar ali. Afinal, o leilão era para um círculo fechado: não bastava só ter dinheiro para participar.
O status da família Ferraz no meio era óbvio. Já sobre a família Cavalcanti, com quem Valentina havia se casado, eram puramente negociantes; como ela havia entrado?
O preço dado por Valentina atraiu suspiros da multidão. Cecília se sentou de maneira reta, com o rosto cheio de orgulho.
No fundo, ela ainda estava um pouco preocupada.
— O preço não está alto demais?
— Como assim?
Valentina deu um leve sorriso: — Nossa empresa fatura bilhões por dia. Esse valor não é nada. Mãe, que tal eu comprar esse jade de presente para você?
O jade era bom, mas, que pena, havia sido escolhido pela família Ferraz para ajudar Sheila, o que ela odiou profundamente.
— Sra. Cavalcanti, primeiro aviso de rejeição de lance.
O leiloeiro não bateu o martelo com entusiasmo como Valentina esperava. Pelo contrário, ele franziu a testa e olhou para ela de lado, com expressão hostil.
A família de Valentina não entendeu nada, e o rosto de Valentina também mudou.
Que história era aquela?
O que queriam dizer com rejeição de lance?
Ela tinha dinheiro e não a deixavam comprar?
Valentina ficou muito descontente.
O apresentador não lhe deu espaço para questionar, e falou suavemente com os compradores da plateia com uma expressão gentil.
— A Sra. Ferraz ofereceu cem milhões. Alguma das madames deseja oferecer mais?
Valentina levantou a placa novamente: — Um bilhão!
Uma onda de murmúrios tomou conta da plateia.

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