O olhar de Valentina escureceu, segurando o celular com firmeza na mão.
Mesmo que ela forçasse as aparências agora, Cecília perceberia.
Valentina disse a verdade.
— Não disse nada.
Não só Cecília ficou surpresa, Renata ficou ainda mais.
— Ele não disse nada? Você não disse a ele que fomos expulsos?
Tiago levantou a mão e deu um tapa em Renata, deixando-a atordoada na hora.
— Se não tem nada para fazer, vá embora. Pare de falar bobagem aqui. Os assuntos do Helder e da minha irmã são da sua conta?
Tiago não era tão sem cérebro quanto Renata. Ele temia que as palavras dela irritassem Valentina.
Mesmo que Helder não quisesse mais Valentina, o faturamento do Grupo Solaris seria suficiente para que ela comprasse uma ilha particular no exterior e vivesse como uma magnata.
Ele servia Valentina como um subordinado subserviente; até os favores menores que ela lhe concedesse seriam suficientes para garantir-lhe riqueza por várias gerações.
Renata não entendia, mas Tiago tinha total clareza.
Naturalmente, ficou do lado de Valentina, com medo de ofender aquela galinha dos ovos de ouro.
— Tiago, como ousa bater em mim? Onde está a sua consciência? Naquela época, quando você não tinha dinheiro, foi a minha família que deu dinheiro para você iniciar o seu negócio e ter o que tem hoje.
Renata ainda não sabia onde tinha errado, e Tiago se apressou para reconquistar a simpatia de Valentina: — Pare de falar bobagens sem sentido. Tudo o que eu tenho hoje é porque Valentina me deu uma chance no Grupo Solaris.
O casal brigava sem parar. Indiferente, Valentina entrou em seu Cullinan e mandou Cecília voltar no carro de Tiago e Renata.
O comportamento de Helder era realmente inaceitável para Valentina.
Ela já estava chateada quando o telefone tocou; era Hugo Martins, do departamento de tecnologia da empresa.
— Presidente, temos um problema.
Valentina já estava infeliz, e o seu tom foi rude.

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