— A senhora tem tanta certeza de que o filho da Sheila é meu?
Helder ficou irritado quando a avó disse que a família Ferraz havia sequestrado os três, Sheila e seus filhos.
Os documentos eram falsos, e o filho?
— Não é seu. Você está certo. O bebê que a Sheila teve não é seu, é de um vagabundo.
Dona Helena estava enfurecida e xingou: — Seu vagabundo...
Helder foi cara de pau: — Se xingar me faz o senhor se sentir melhor, então xingue, mas não ofenda a si mesma.
— ...
A velha senhora desligou o telefone com raiva, quase o bloqueando.
Helder retornara ao país no mesmo voo que Cherry.
Na classe executiva, Helder repousava de olhos fechados. Cherry o vira assim que entrou no avião, ficando assustada.
Quando André passou por Cherry, a respiração dela estava ofegante.
Helder não abrira os olhos durante todo o voo. André relatava qualquer problema e ele normalmente respondia apenas com um aceno de cabeça ou um "Hum" suave.
Após aguentar oito horas, Cherry pisou no chão e finalmente colocou uma certa distância entre ela e Helder.
André ligou pedindo um carro para buscar Helder no aeroporto. Cherry pegou um táxi de volta à empresa, tendo certeza de que Helder não a conhecia.
Mas a culpa foi suficiente para assustá-la, com medo de que Helder a reconhecesse e a interrogasse.
Ao entrar no carro particular, os olhos de Helder escureceram: — Investigue o relacionamento daquela tal Cherry com a minha esposa. Há quanto tempo elas têm contato?
André recordou a mulher no mesmo avião. Na última vez que Helder e Valentina participaram da cerimônia de premiação, ela também estava presente e acompanhava Sheila.
Depois de embarcar, André também notara Cherry. Ele fora inteligente o suficiente para fingir não conhecê-la. Mas o chefe nunca decepcionava.
Helder já a havia notado. André, naturalmente, obedeceu.
— Sim, Sr. Cavalcanti.
Ele encontrou os documentos de Cherry e os enviou imediatamente para Helder.

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