— Fique sentada aí, eu desço para olhar. — Helder abriu a porta do carro, enquanto Leonardo segurou Sheila, temendo que a curiosidade dela causasse algum acidente.
Gabriel desceu em seguida.
Uma enorme cratera havia surgido na pista, e eles quase caíram lá dentro.
— Não dá para passar. Teremos que voltar ou pegar outro caminho.
Para surpresa de todos, Gabriel concordou com o Helder.
Enquanto os dois voltavam para o carro, Helder pareceu ter visto Jade.
Seu olhar escureceu e, ao entrar no veículo, ele mudou de ideia.
— Vamos seguir o conselho do Diretor Rocha e ir para o hospital militar.
A presença de Jade ali não era um bom sinal.
Leonardo e Gabriel olharam para Helder ao mesmo tempo, achando que ele não seria tão compreensivo assim.
Ele realmente iria entregar Sheila para eles assim tão fácil?
Pensando na cratera que havia surgido do nada, Gabriel dirigiu até o local sugerido pelo Diretor Rocha.
Ao chegarem, Sheila e os dois homens desceram, e Helder foi embora sozinho no carro.
Após dirigir por uns dez minutos, Helder ligou para Jade.
— Foi você que fez isso pouco tempo atrás?
Jade não negou.
— Mas não fui eu quem abriu aquele buraco. Sr. Cavalcanti, alguém quer a vida do Gabriel?
Helder não achava que fosse isso.
— Você quer matar a mulher ao lado dele?
Conhecendo o modo como Jade trabalhava, o hábito dela em missões era eliminar qualquer obstáculo.
Antes, ele só havia pensado em mandá-la para chamar a atenção de Gabriel, esquecendo que Jade a veria como o maior problema para concluir sua missão assim que encontrasse Sheila.
Portanto, a prioridade de Jade talvez não fosse Gabriel, e sim matar Sheila.
Ele suou frio.
A voz de Jade estava fria.
— Sim. Mas o André disse que não posso usar armas aqui. Aquilo não foi obra minha, eu nem tive tempo de agir.
O olhar de Helder escureceu.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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