O choro desesperado de Valentina forçou Helder a tentar acalmá-la.
Ela se agarrou à camisa dele, recusando-se a deixá-lo ir. Sabendo da tristeza dela, Helder deu leves tapinhas em suas costas e sussurrou palavras de consolo.
— Estou aqui, o Hugo vai ficar bem.
Ele a acalmou baixinho até conseguir estabilizar o estado emocional dela. Só então, ela pareceu um pouco envergonhada e tomada pelo sentimento de culpa.
— Eu tinha muito medo de perder o Hugo e não consegui me segurar. Só te dei mais problemas. Sei que você está muito ocupado ultimamente.
Eu não devia ter te ligado, nem avisado que o Hugo passou mal. Eu deveria aguentar tudo isso sozinha.
Valentina ainda chorava quando a luz da emergência se apagou. O médico saiu e ela correu até ele na mesma hora.
— Como está o meu filho?
O médico exibiu uma expressão aliviada: — Sra. Cavalcanti, o menino está fora de perigo. Planejamos continuar com as transfusões para garantir que ele fique bem.
Valentina pareceu muito abalada com a notícia.
— Vocês ainda vão continuar com as transfusões? Vão usar o sangue daqui? Eu quero transferi-lo, não posso deixar o Hugo ficar aqui.
O médico olhou para Valentina, sem jeito, e tentou convencê-la: — Sra. Cavalcanti, também não sabemos por que isso aconteceu. Eu lhe dou a minha palavra de que esse tipo de situação não vai se repetir.
Valentina mostrava uma resistência evidente, e Beatriz também chegou no mesmo momento. Quando soube que o estado de Hugo havia piorado, ela quase desmaiou de tanto desespero.
Helder disse num tom indiferente: — Se o médico disse que não tem problema, não haverá problema.
— Não, eu não posso arriscar a vida do Hugo de novo.
Valentina se negou de forma categórica.
Helder ainda quis tentar convencê-la, mas Beatriz tomou a palavra.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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