No hospital, após o esforço de resgate dos médicos, Hugo finalmente acordou. Ao mesmo tempo, o hospital continuou a fornecer sangue do banco de sangue para ele.
Desta vez, Helder não foi embora e acompanhou mãe e filho durante todo o tempo. Beatriz e Cecília Valente também ficaram no hospital esperando por Hugo, temendo que ele não aguentasse e falecesse.
Enquanto esperava, Valentina olhava secretamente para Helder de forma casual, esperando que ele mudasse de ideia e trouxesse Sheila e a filha para o hospital, de preferência fazendo Lívia doar sangue para Hugo.
Mas esperou por vários dias, Hugo acordou e, ainda assim, não as viu.
O hospital resgatou a respiração de Hugo. Embora ele estivesse bem, Beatriz começou a se ressentir de Helder.
— Você realmente se divorciou da Sheila e não pode trazer ela e a filha para cá, ou está ajudando-as de propósito? Se o hospital não tivesse salvo o Hugo, você sabe quão graves seriam as consequências?
Helder ainda permaneceu indiferente.
— Isso é entre a Sheila e eu, você não precisa se preocupar. Hugo está bem agora. No futuro, não vá mais incomodar a Sheila.
Valentina ouviu claramente as palavras de Helder ali ao lado e ficou em choque.
O que ele queria dizer?
— Helder, não culpe a mãe, a culpa é toda minha. Hugo apanhou da Lívia e eu não fui capaz de protegê-lo. Hugo é meu filho e Lívia também é minha sobrinha. Mas, de qualquer forma, o sangue da Lívia é fresco e está sempre disponível. Vai que algo terrível assim aconteça na próxima vez e o Hugo nos deixe...
— Não vai...
As palavras de Helder foram decididas.
— Contanto que eu esteja aqui, nada acontecerá.
Valentina não ousou dizer nada.
A atitude de Helder disse tudo. Nem Valentina podia imaginar quando a posição de Sheila diante de Helder se tornou tão alta, a ponto de ele começar a protegê-la e a filha dela.
Hugo acordou, e a primeira coisa que fez foi procurar Valentina.
Ele se atirou diretamente nos braços de Valentina, chorando de um jeito lamentável.
Beatriz viu seu neto tão assustado e rangeu os dentes de raiva. Cecília Valente também o consolou sem parar ao lado.
— Papai Helder...
Ao ver Helder, Hugo não se segurou e começou a dedurar.
— Foi aquela chorona que me bateu. Você tem que me ajudar a me vingar, eu quero bater de volta.
Helder foi até ele.
— Me chame de tio.
Helder estava sério, e Valentina sentiu o coração tremer. Ela também queria que Hugo dedurasse Lívia para Helder, para que ele pudesse lidar com Sheila e a filha dela.
Inesperadamente...
Valentina deu um passo à frente com um pouco de raiva e olhou para Hugo.
— Hugo, você não pode mais chamá-lo de Papai Helder. A partir de agora, o chame de tio.
Cecília Valente ficou tão assustada que abriu a boca e descobriu que não conseguia dizer uma palavra.
O canto da boca de Hugo caiu e ele engoliu de volta tudo o que queria dizer.
Uma criança de cinco anos era bastante atenta.
Ao ver que a expressão de Helder escureceu, ele simplesmente calou a boca.
— Agora me diga a verdade. Entre você e Lívia, quem bateu primeiro?
Assim que Helder terminou de falar, Cecília Valente enxugou as lágrimas.
— Nem precisa nem dizer. É claro que foi aquela garota morta da Lívia. Hugo é tão bonzinho—

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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