Palavras não valem nada, eu não confio em você. O que acha?
Helder foi forçado a um ponto em que não podia recusar nem recuar. Além de concordar com Sheila,
ele sentiu o peso da frustração pela primeira vez.
Sheila não estava discutindo. Helder não tinha nada para negociar com ela.
Aquele tom de pergunta com a voz um pouco mais alta era algo que Helder escutava muito nos negócios.
Ele nunca pensou que um dia Sheila usaria isso contra ele.
Ele riu de nervoso.
— Certo. Vamos fazer o que a Sra. Cavalcanti quiser.
Sheila o encarou com uma satisfação rara e concordou.
— As questões do trabalho vêm antes dos problemas pessoais. Espero que o Comandante Cavalcanti foque mais no
projeto. Coisas chatas assim podem ser conversadas por telefone, não precisa trazer para o trabalho.
Helder escutou a bronca de Sheila em silêncio e com o rosto fechado.
Com uma expressão séria como quem chama a atenção de um subordinado desobediente. Quando Helder se recuperou, Sheila já
estava no meio do Leonardo e dos outros.
Helder ficou plantado ouvindo o sermão dela por alguns minutos. Ele paralisou por um instante e o
canto da boca subiu em um sorriso forçado.
Dante olhou para ele sem entender nada.
Ele já ouvia o nome de Helder há muito tempo, alguém que era tratado como deus nos negócios e na política.
Além daquele histórico absurdo, ele tinha uma vida assustadora, e ninguém tinha coragem de bater de frente com ele.
Dante sabia que até o seu próprio pai tratava Helder com deferência.
— O que a Diretora Valente acabou de falar para o Comandante Cavalcanti?
Ele acatou as palavras dela de forma submissa.
Dante estava curioso.
— Nada demais. Eu só pedi para o Comandante Cavalcanti focar mais no trabalho e não deixar que outras coisas
atrapalhem.
Sheila achava que falar a verdade era melhor do que mentir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
Porque não estão liberando os capítulos grátis?...